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Presidenciais´2021: Primeiro são as pessoas depois é que vêm os monumentos – Gilson Alves

Cidade Velha, 13 Out (Inforpress) – O candidato às eleições presidenciais de 17 de Outubro, Gilson Alves, que visitou o património da humanidade Cidade Velha pela primeira vez, assegurou que na sua política “primeiro vêm as pessoas e depois os monumentos”. 

O candidato começou por dizer aos jornalistas que na sua visão de Presidente da República “mais forte” vai elevar o estatuto do País e representar Cabo Verde e Cidade Velha num patamar “de respeito, a nível de algo que nunca existiu” na arena internacional. 

“Mas, para Cidade Velha ser preservado para a humanidade, Cabo Verde também tem de ser preservado, se Cabo Verde desaparecer neste entulho de turismo, de pobreza e desesperança, Cidade Velha não vai a lado nenhum”, afiançou. 

Entretanto, Gilson Alves disse ter constatado que, na Cidade Velha, os moradores parecem “estar a passar mal”. 

“Estão a viver dentro de um monumento, mas tenho a impressão que as pessoas são menos importantes que esse tal monumento. Respeito estas pedras e esta história, mas, estou mais interessado nas pessoas”, asseverou. 

Mesmo assim, admitiu sentir-se “muito emocionado” por estar a visitar o berço da cabo-verdianidade, significando um “retorno as origens”, onde tudo começou e que o faz pensar na “inspiração” de Cidade Velha “como algo que vai acontecer”. 

“Isto não vai terminar, vai recomeçar”, sentenciou. 

Gilson Alves referiu-se ainda ao monumento do pelourinho no centro da praça, onde se vendiam escravos e que, a seu ver, representa uma história de “coisas terríveis” entre seres humanos. 

“Proponho uma política que tenha supremacia total na política de Cabo verde, mas, este é um político justo, que compreende o povo, exactamente, o contrário do que colonos fizeram connosco, exactamente contrário da história que este monumento conta”, sublinhou. 

Mas, a história da Cidade Velha, afiançou, tem tudo a ver com Amílcar Cabral, uma das suas referências, que “não queria que a história de Cabo Verde se apagasse”. 

“Ele queria colocar a nossa história nas nossas mãos para a escrever, mas não esqueçamos que se não houver gente, as pessoas não vão poder carregar a história coisa nenhuma, porque não vão ter força para andar”. 

Sendo assim, sentenciou, antes dos monumentos deve-se “tratar do povo, colocar crianças nas escolas, dar aos pais e adultos trabalho digno” e assim “cuidar da nossa terra”. 

Gilson Alves retorna esta quinta-feira a São Vicente. 

Nas presidenciais do dia 17 de Outubro, nos dois círculos eleitorais, nacional e estrangeiro, concorrem sete candidatos: Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.  

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos.  

LN/HF

Inforpress/Fim  

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