Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Presidenciais´2021: “O cabo-verdiano se safa muito bem sozinho e se tivesse mais ajuda do Estado, não seria escravizado como agora” – Gilson Alves

Cidade da Praia, 09 Out (Inforpress) – O candidato às eleições presidenciais de 17 de Outubro Gilson Alves considerou hoje que o cabo-verdiano “se safa muito bem sozinho” e se tivesse mais ajuda do Estado, “não seria escravizado como está agora”. 

Gilson Alves fez estas declarações na sequência de uma visita na manhã de hoje ao mercado do Plateau e ainda ao Sucupira, Cidade da Praia, onde contactou as vendedeiras, que, certificou, o fazem sentir “cada vez mais orgulhoso” de ser cabo-verdiano e não ter dúvidas de que o sangue cabo-verdiano “é de uma veia só que corre de Santo Antão à Brava”. 

“Eu as admiro mais pelo trabalho que elas fazem, é a comparação de uma jovem mulher que trabalha numa boutique chinesa a ganhar treze contos e de uma mulher ou jovem que decidiu alugar a sua pedra para ganhar o triplo disto”, asseverou.

Para a mesma fonte, esta é a prova de que um cabo-verdiano que vive à sua custa, desde que tenha condições, “pode ganhar mais e ser muito mais feliz”. 

“O que os jovens querem é ter uma possibilidade de lutarem pela sua terra com as próprias mãos, de marcharem com os seus pés, ter de volta o nosso mar, empregos com qualidade”, sublinhou Gilson Alves. 

O candidato acredita que o cabo-verdiano se safa “muito bem sozinho” e se tivesse mais ajuda do Estado, o País “não seria escravizado como está agora”.  

Também aproveitou para repisar a sua doutrina socialista inspirada “principalmente em Amílcar Cabral” nos ensinamentos da avó e da mãe. 

 “O socialista moderno deve perder o complexo de riqueza e de sucesso”, advogou Gilson Alves, admitindo que quando um socialista tem dinheiro no bolso, “a diferença entre este e um neo-liberal, ganancioso e não solidário, é que um socialista distribui o dinheiro melhor”. 

“Uma terra que sabe fazer dinheiro e que tem os valores de solidariedade e humanismo, distribui a riqueza bem melhor”, reiterou, mostrando o outro lado do “capitalismo selvagem”, que está a “escravizar o cabo-verdiano”. 

Gilson Alves prometeu ser um “Presidente justo”, que não terá paz perante as desigualdades sociais. 

“Não quero que tenhamos uma sociedade desigual, porque não era esse o nosso sonho, nascemos como um povo livre, solidário, um povo igual e grande exemplo em África”. 

O candidato participa neste domingo no debate promovido pela Rádio e Televisão públicas, confrontando os outros seis candidatos. 

Às presidenciais do dia 17 de Outubro, nos dois círculos eleitorais, nacional e estrangeiro, concorrem sete candidatos: Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.  

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos.  

LN/HF

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos