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Presidenciais’2021: José Maria Neves reafirma ligação de Carlos Veiga a “movimentos extremistas” e diz que a questão exige um debate sério

Ponta do Sol, 13 Out (Inforpress) – O candidato presidencial José Maria Neves afirmou hoje que há questões fundamentais que devem ser esclarecidas relativamente às relações do “candidato oficial” (Carlos Veiga) a movimentos extremistas e populistas e que a questão exige um debate sério.

José Maria Neves falava aos jornalistas em Santo Antão, onde terça-feira, o presidente do Movimento para a Democracia (MpD) e primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse que “associar o Governo de Cabo Verde e Carlos Veiga à extrema-direita é uma patetice maquiavélica”.

Confrontando com essa declaração, o candidato apoiado pelo PAICV, principal partido da oposição, disse que essa questão, que foi levantada durante o debate radiofónico e televisivo entre os sete candidatos às eleições de 17 de Outubro, exige um debate sério e não ser objecto de arremesso nos comícios.

“Nas campanhas eleitorais o debate deve servir para confrontos de posições e de opiniões e há questões fundamentais que devem ser esclarecidas relativamente às relações de candidato oficial a movimentos extremistas e populistas que levou à demissão do ministro dos Negócios Estrangeiros”, afirmou.

As propostas, conforme denunciou, foram feitas por Carlos Veiga, na altura embaixador de Cabo Verde nos Estados Unidos, uma situação que, segundo realçou, até motivou o levantamento de um processo de averiguação por parte da Procuradoria-Geral da República e denúncias de envolvimento de suborno.

“A questão é tão grave que merecia um debate sério. A questão foi colocada e não houve resposta e não houve disponibilidade para o debate e não houve esclarecimentos públicos nem do candidato oficial e nem do senhor primeiro-ministro. Portanto, não se pode transformar em arma de arremesso num comício político”, disse.

Sobre os gastos e o financiamento das campanhas eleitorais, uma questão que tem sido frequentemente levantada, sobretudo nas redes sociais, José Maria Neves fez questão de realçar que a sua campanha está a ser financiada com recursos mobilizados junto da banca e que devem ser pagos com a subvenção que receberá pelos votos, e através de um movimento “djunta mon kabésa y korason” lançado ‘online’.

“Na verdade, não há comparação possível entre nós e a candidatura adversária. Ele tem estado a dizer que tem ‘outdoor’ e que José Maria também tem ‘outdoor’. Mas enquanto eu tenho 10, ele tem 60, 70 ou 80. Dizem que a minha candidatura tem carro de som. Sim, mas enquanto eu tenho 10 a outra candidatura tem quase 100. Portanto, aqui está a diferença”, indicou.

José Maria Neves salientou que, de facto, há uma “candidatura oficial” que é patrocinada pelo Governo e cujos membros, reiterou, estão em peso na campanha eleitoral a favor desse “candidato oficial”.

“Trata-se de falta de imparcialidade, não cumprimento da constituição da República”, realçou.

Às presidenciais do dia 17 de Outubro, concorrem outros seis candidatos – Fernando Delgado, Gilson Alves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro), venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta com 74% dos votos, para um segundo mandato.

MJB/CP

Inforpress/fim

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