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Presidenciais’2021: Gilson Alves muda de ideia e apoia agora a oficialização da língua cabo-verdiana

Cidade da Praia, 11 Out (Inforpress) – O candidato às eleições presidenciais de 17 de Outubro Gilson Alves mudou de ideia e apoia agora a oficialização do crioulo, que permitirá a Cabo Verde “levantar-se ficar na história”. 

A mudança de opinião aconteceu, segundo o mesmo, após o primeiro debate realizado pela rádio e televisão públicas, a 29 de Setembro, em que mostrou uma posição assumindo que Cabo Verde deveria ficar apenas com a língua portuguesa como língua oficial por ser “operativa, económica e da conquista da internacionalização da comunidade cabo-verdiana”.

“Mas, após estas viagens e os contactos que fiz com os cabo-verdianos vi que é mesmo sangue que corre nas nossas veias e sei que é um povo especial e que pode estar à altura de qualquer outro povo, acho que devemos ter duas línguas oficiais”, sustentou, referindo-se à língua portuguesa e língua crioula.

As modalidades da oficialização, ajuntou, podem ser discutidas posteriormente, inclusive a variante que deverá prevalecer.

Gilson Alves assegurou, que, caso for eleito no dia 17, vai resolver a questão em “dois segundos”.

 “A língua crioula também deve ser oficial, ela é o cimento da nossa identidade”, disse o candidato, para quem isso é importante para “levantar Cabo Verde e o fazer ficar na história”.

 Quanto à variante a ser oficializada, Gilson Alves acredita ser possível encontrar consensos, mas, sempre tendo em conta que quando se fala de crioulo, “fala-se de uma língua só”, mas com variantes.

Por outro lado, no tocante à cultura, o candidato presidencial disse querer incidir a sua influência sobre a defesa dos direitos de autor”.

“Um compositor faz as suas composições e depois as vê todos os dias nas noites cabo-verdianas e ele continua pobre e sem ganhar nenhum tostão com as suas músicas”, frisou, referindo-se ao caso do compositor Djóia, autor da “famosa” “Súplica”, que antes da sua morte “teve de fazer um peditório para pagar uma passagem para tratamento em Portugal”.

Em Cabo Verde, referiu, existe lei sobre direitos autorais, mas, “não é aplicada”, quando deveria ser feita de “forma coerciva”.

Alves considerou que o direito dos compositores deve ser transformado num “orgulho nacional”, já que o País “produz tantos artistas”. “Para realmente termos um produto cultural industrializado e darmos aos nossos artistas uma forma de subsistência”, sustentou.

O aspirante a Presidente da República encontra-se a partir desta noite na ilha do Fogo.

Nas presidenciais do dia 17 de Outubro, nos dois círculos eleitorais, nacional e estrangeiro, concorrem sete candidatos: Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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