Porto inglês, ilha do Maio, 02 Out. (Inforpress) – O candidato Carlos Veiga desembarcou-se na noite desta sexta-feira no Maio, onde depois de ter sido recebido em clima de festa logo à sua chegada ao cais, prometeu ser um “Presidente do Povo e defensor da descentralização do poder”.
Veiga, que chegou à ilha depois de uma viagem marítima de duas horas, realizou um comício improvisado na cidade do Porto Inglês, numa ilha que comparou a “um diamante que está a ser lapidado”, alegando que a dinâmica imprimida ao longo da sua governação nos anos 90, com a instituição do poder local, está a ser continuado numa ilha “com futuro e uma grande contribuição para Cabo Verde”.
Reafirmou que se sente preparado para assumir as funções do Chefe do Estado, como forma de dar uma “grande ajuda” a todo o País, mas especialmente a ilha do Maio, visando a elevação da sua posição.
O antigo primeiro-ministro destacou a sua pretensão em tornar-se “porta-voz, defensor e advogado desta ilha” que, atestou, tem de ser aproveitado em benefício da sua população e de todo o País.
“O Presidente não é o Governo”, explicitou Veiga, ressalvando, contudo, que o Chefe de Estado tem a capacidade de exercer a sua magistratura de influência no sentido de influenciar pela positiva, considerando ser determinante a união em torno do País para que o arquipélago possa recuperar dos constrangimentos criados pela pandemia da covid-19.
“De todos os sete candidatos nesta corrida presidencial, penso que sou o único interessado na união de todos os órgãos de soberania, Governo, parlamento, órgãos judiciários e povo de Cabo Verde, para vencermos o desafio”, referiu.
Carlos Veiga manifestou a sua pretensão em tornar-se um “Presidente activo, dialogante e perto de todas as ilhas e da diáspora”, para se inteirar das dificuldades, desejos e sonhos das populações.
Disse, igualmente, que pretende ser o Presidente “dialogante, da juventude cabo-verdiana, de mulheres, enquanto força da família e da sociedade”, assim como tornar-se “próximo das comunidades cabo-verdianas no estrangeiro”.
Afirmou que que o cargo do embaixador de Cabo Verde nos EUA fez com que se tornasse mais bem preparado para defender a emigração crioula.
À população da ilha do Maio pediu o voto no dia 17 de Outubro, para poder ser eleito o Presidente da República, cargo que o candidato apoiado pelo MpD e UCID considera ser importante, não só para a ilha, mas também para todo o País, mediante a união e esforços de todos os cabo-verdianos.
Carlos Veiga dedicou esta manhã para visitar todas as localidades, para contactos directos com o eleitorado, para no final do dia deslocar-se aos concelhos de Santa Catarina de Santiago e Tarrafal, para prosseguir acções de campanhas.
Nas presidenciais do dia 17 de Outubro, nos dois círculos eleitorais, nacional e estrangeiro, concorrem sete candidatos, nomeadamente Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.
As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos.
SR/JMV
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