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Presidenciais’2021: Biografia do candidato José Maria Neves que quer ser “o catalisador dos consensos”

Cidade da Praia, 25 Set (Inforpress) – José Maria Neves, ex-primeiro-ministro de Cabo Verde e candidato às eleições presidenciais de 17 de Outubro, nasceu a 28 de Março de 1961, em Santa Catarina, na ilha de Santiago.

Fez a educação primária em Santa Catarina e os estudos secundários no Liceu Domingos Ramos, na Cidade da Praia, e de seguida viajou para o Brasil tendo integrado a Escola de Administração de Empresas em São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas, onde, em 1986,  completou a licenciatura em Administração Pública.

De regresso ao País, trabalhou como técnico superior na Direcção-geral de Estudos e Reforma Administrativa, da Secretaria de Estado da Administração Pública,  em que coordenou vários projectos e desempenhou cargos públicos.

A sua entrada para a vida política deu-se em 1977, quando ingressou na Juventude Africana Amílcar Cabral (JAAC),  tendo exercido funções de direcção.

Em 1996 foi eleito deputado, tendo desempenhado as funções de presidente da Comissão de Administração Pública, Poder Local e Desenvolvimento Regional e de vice-presidente da Mesa da Assembleia Nacional.

Em 2000 foi eleito presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina e, no mesmo ano,  foi eleito presidente do Partido Africando da Independência de Cabo Verde (PAICV).

A 14 de Janeiro de 2001 venceu as eleições legislativas  e foi indigitado para o cargo de primeiro-ministro, função que exerceu até Abril de 2016.

Depois de deixar a chefia do Governo, José Maria Neves, que é quadro da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), passou a dedicar-se à docência, e, em 2018, criou a Fundação José Maria Neves.

Doutorando em Administração Pública, José Maria Neves, que se auto-define como um democrata, que respeita as diferenças, uma pessoa tolerante que dialoga, quer, sobretudo, “construir entendimentos e consensos” em relação aos desafios.

Candidata-se pela primeira vez ao cargo de Presidente da República, para, segundo diz, continuar a servir Cabo Verde.

“Ao longo da minha vida política, participei no jogo democrático em várias posições e tenho feito da política um espaço de aprendizagem. Aprendi muito com os cabo-verdianos. Sinto-me profundamente conhecedor do meu País, que tanto amo. Sinto-me maduro e preparado para continuar a servir”, disse.

Se vencer as eleições de 17 de Outubro,  promete ser um presidente que “une a nação cabo-verdiana, um árbitro imparcial e um catalisador de consensos para novas mudanças”.

“O Presidente da República deve funcionar como ponte e mediador entre o povo e os representantes eleitos, estimulando o diálogo e a troca de ideias em torno do aprofundamento da democracia e do Estado de direito”, clarificou.  

Aponta a reconstrução no pós-pandemia e a modernização do País, para “acelerar o passo”,  como sendo suas prioridades.

No seu manifesto de candidatura, José Maria Neves destaca a consolidação do estado direito, o reforço da confiança da justiça, a melhoria da coesão social e da prosperidade inclusiva, a descentralização insular e a governação territorial, a unificação do território e o relançamento da economia.

O conhecimento científico e o desafio da transformação digital, a revolução dos saberes pela educação, política externa e diplomacia, a união da nação global, a consciência ambiental e a transição energética e defesa e segurança nacionais são outros temas do seu interesse.

José Maria Neves apresenta como slogan da sua candidatura “Juntemos as mãos a cabeça e coração para ganharmos Cabo Verde”, pois disse acreditar que, “juntos, é possível construir a democracia, ampliar as liberdades civis e políticas”.

Nas presidenciais do dia 17 de Outubro, concorrem outros seis candidatos – Fernando Delgado, Gilson Alves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro), venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta com 74% dos votos, para um segundo mandato.

MJB/AA

Inforpress/Fim

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