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Presidenciais´ 2021: Jovens imigrantes sentem “falta de compreensão” da parte do cabo-verdianos – Gilson Alves

São Filipe, 12 Out (Inforpress) – O candidato às eleições presidenciais de 17 de Outubro Gilson Alves sustentou que os jovens imigrantes oriundos da costa africana sentem “falta de compreensão” da parte dos cabo-verdianos e de serem reconhecidos como cidadãos.

Segundo o candidato, os jovens do Senegal, por exemplo, com quem falou nos primeiros contactos em São Filipe, Fogo, disseram que “não têm sentido se os cabo-verdianos os têm compreendido e reconhecido como plenamente integrados na cultura cabo-verdiana”.

“E aquela falta que nós temos cometido e que temos de fazer mea-culpa é que não temos tido alguém que sintonize com eles. Os jovens da África também precisam de liderança e Cabo Verde tem uma responsabilidade africana”, sustentou, admitindo que o País tem a responsabilidade de activar toda a massa juvenil africana e provocar mudanças.

No sentido, asseverou, a aposta a ser feita é em “mudar África, depois de mudar Cabo Verde”, inclusive, “mudando a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental)”.

“Os jovens ao aderirem à uma ideia como a minha, como a nossa, automaticamente, vão atravessar e varrer África numa espécie de um tubo compressor, que vai mudar a nossa cultura, a nossa maneira de mudar o outro, o nosso complexo”, asseverou Gilson Alves, para quem, esta mudança “vai ser feita nas coisas, que estão cimentadas, mas que podem ser mudadas com um simples olho nos olhos”.

Isto é, acrescentou, com uma “simples esperança e partilha da cabo-verdianidade”.

“Tenho a impressão que quando terminar a minha volta por Cabo Verde, a história da minha campanha vai ser muito mais que presidenciais, vai ser a história de África e da sua integração”, constatou, assegurando que o seu nome “não vai ficar” somente no arquipélago, mas “ensinar a comunidade imigrada, que depois vai transportá-la”.

Quanto à questão de documentação dos imigrantes, Gilson Alves defendeu ser preciso “converter as pessoas, imediatamente, e acrescentar um milhão de pessoas na economia digital”.

“Demografia é destino e quando há mais gente, há mais economia e mais dinheiro a circular e um País é mais rico”, realçou.

Estes africanos, sustentou, querem trabalhar com o País e, neste momento, está-se a “perder mão-de-obra e vontades”.

Gilson Alves visitou hoje o concelho de Santa Catarina, no Fogo, incidindo sobre zonas como Cova Figueira e Chã das Caldeiras.

Nas presidenciais do dia 17 de Outubro, nos dois círculos eleitorais, nacional e estrangeiro, concorrem sete candidatos: Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos.

LN/JMV
Inforpress/Fim

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