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Presidenciais´ 2021: Gilson Alves defende “bastante apoio” do Estado no Ensino Superior

Cidade da Praia, 11 Out (Inforpress) – O candidato às eleições presidenciais de 17 de Outubro Gilson Alves considerou que o Ensino Superior deverá ser “apoiado bastante” pelo Estado, que, por outro lado, precisa “investir fortemente” numa universidade de Medicina e de Engenharias.

Gilson Alves começou por criticar o facto de a possibilidade de entrar no Ensino Superior depender “sempre de dinheiro”, seja para a propina, transportes ou outras despesas.

“O ensino deveria ser gratuito até o 12º ano e depois bastante apoiado pelo Estado a partir disso. Um jovem cabo-verdiano, que tem 18 anos e fez o 12º e diz que não tem possibilidade de prosseguir os seus estudos, está a gritar em alta voz que algo não está bem na nossa terra”, advogou.

O candidato, que é médico-cirurgião de formação, admitiu que também o Governo precisa “investir fortemente” em institutos profissionais, que “não seja somente hotelaria” e numa universidade de Medicina, que “há muito está a ser falado”.

“Temos dois bons hospitais em Cabo Verde, ao menos dois polos, São Vicente e Santiago, que poderiam pensar numa Faculdade de Medicina, mas também em engenharias de qualidade, investigação científica, que temos de desenvolver praticamente do nada”, sustentou Gilson Alves, com a ideia de que “os cabo-verdianos é que o devem fazer”.

Assim, através de uma doutrina socialista, que defende a educação, o Estado, a seu ver, “deve dar ao jovem a possibilidade de concluir o Ensino Superior, seja de que modo for”, a fim de que estes “não desistam nunca de executar todos os seus destinos”.

“Um jovem que quer ser doutor ou engenheiro, o Estado tem de ajudá-lo a construir todos os seus sonhos para podermos formar mais Cabrais, Che Guevaras, mais Fidéis Castro, mais revolucionários, mais jovens que vão ajudar a sua comunidade”.

Gilson Alves, considerou, por outro lado, que a questão dos transportes, tanto aéreos como marítimos, também deve ser revista para “reforçar a identidade do cabo-verdiano”.

“Apesar da RTC (Rádio Televisão Cabo-verdiana), Inforpress e outros serviços de comunicação social estarem a fazer um trabalho incrível de conectar Cabo Verde, mas temos que ligar os cabo-verdianos”, sublinhou, referindo-se ao lema de campanha que passa pelo “Poder absoluto”, mas também pela “A união faz a força”.

O candidato participa hoje no debate que, opõe todos os sete candidatos às presidenciais, realizado pela RTC, na segunda-feira desloca-se ao Fogo.

Nas presidenciais do dia 17 de Outubro, nos dois círculos eleitorais, nacional e estrangeiro, concorrem sete candidatos: Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos.

LN/JMV
Inforpress/Fim

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