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Presidenciais´ 2021: Gilson Alves acredita que emigrantes no Fogo estão a ser “traídos” pelo Governo

São Filipe, 12 Out (Inforpress) – O candidato às eleições presidenciais de 17 de Outubro Gilson Alves, que desembarcou nesta segunda-feira na ilha do Fogo, considerou que os emigrantes da ilha estão a ser “traídos” pelo Governo, sentindo-se “muitos injustiçados”.

Gilson Alves, que visita o Fogo pela primeira vez, levou a sua marcha à zona do Congresso, São Filipe, numa noite de corte de energia domiciliária e que fez com quem várias pessoas estivessem ainda sentadas nos passeios, ao pé das residências e nas praças.

Desta forma, sentiu ter tido um “acolhimento espectacular” de um povo “bastante simpático e alegre” e que o faz lembrar a sua terra natal, Santo Antão.

Mas, em conversa com alguns emigrantes, disse ter recebido desabafos de estarem a ser “traídos pelo Governo”.

“Se não houvesse emigrantes, Fogo não existiria”, sustentou, admitindo ser um “tema bastante importante” e que está determinado a desenvolver.

Por outro lado, Gilson Alves assegurou ter percebido que os jovens do Fogo, iguais aos das outras ilhas, revelaram ser uma “espécie de movimento, uma nova sintonia”.

“É algo que está a passar quase por telepatia e estão a captar a nossa ideia rapidamente, o que nos dá a sensação de que estamos a criar uma espécie de cordão à volta destas ilhas”, asseverou, referindo-se ao périplo de barco pelas ilhas e lamentando não poder visitar a Brava e Maio devido ao sistema de “transporte nojento”.

“Esse cordão, essa viagem pelas ilhas, que vamos concluir no Fogo já me fez mudar de opinião. Por exemplo, em relação à oficialização do crioulo, já me dez descobrir, olhos nos olhos, o que é ser cabo-verdiano em cada ilha e Cabral tinha razão, somos um povo só, com uma única esperança e sonhos grandiosos”.

Mas, infelizmente, sublinhou, desde 1991, Cabo Verde tem sido “órfão e perdeu o seu Norte, desviando-se do seu caminho”.

“Nosso caminho é o sonho de Cabral, um povo só”, asseverou.

O candidato falou ainda sobre a questão de imigrantes da costa africana, com quem interagiu no percurso de Congresso até Santa Filomena, que a seu ver precisam de “algo mais para falar e acreditar”.

Gilson Alves, que continua no Fogo até quarta-feira, pretende hoje visitar o concelho de Santa Catarina, na parte de manhã, e na tarde contactar os moradores de Chã das Caldeiras, ao sopé do vulcão.

Nas presidenciais do dia 17 de Outubro, nos dois círculos eleitorais, nacional e estrangeiro, concorrem sete candidatos: Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos.

LN/JMV
Inforpress/Fim

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