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Presidência cabo-verdiana da CPLP “cumpriu a sua missão” – Ministro dos Negócios Estrangeiros (c/áudio)

Cidade da Praia, 13 Jul (Inforpress ) –  O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, Rui Figueiredo Soares, disse hoje que a presidência cabo-verdiana da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) “cumpriu a sua missão”.

“A presidência cabo-verdiana, não obstante, a pandemia da covid–19, vem cumprindo o seu programa”, afirmou o governante, que reconheceu que “não tem sido fácil”,  por causa das limitações que o vírus impôs à circulação de pessoas não só no espaço da Comunidade, mas em todo o mundo.

“Graças à tecnologia e ao profissionalismo dos técnicos da CPLP e dos Estados-membros, através de plataformas virtuais, foi possível assegurar as reuniões estatutárias da organização e as concertações a todos os níveis: político-diplomático, cooperação, incluindo a promoção e a difusão da língua portuguesa”, precisou Rui Figueiredo Soares.

O chefe da diplomacia cabo-verdiana fez essas considerações, em conferência de imprensa, para o balanço sobre a presidência cabo-verdiana da CPLP.

Esta conferência de imprensa aconteceu algumas horas antes de Rui Figueiredo Soares deixar o País com destino a Luanda (Angola), onde vai participar no Conselho de Ministros da CPLP, que prepara a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade, que marca o início da presidência angolana da organização intercontinental, sob o lema: “Construir e fortalecer um futuro comum e sustentável”.

A conferência de mais alto nível da CPLP realiza-se este sábado em Luanda.

A presidência cabo-verdiana regozija-se com o facto de ter levado à consideração da Cimeira de Luanda o projecto de Acordo de Mobilidade na CPLP, um “instrumento que, tendo presente a diversidade do espaço e a particularidades internas de cada Estado-membro, institui uma base para a criação progressiva de condições que visem a facilitação da mobilidade entre os países que compõem a CPLP”.

“Trata-se de um projeto ousado e, obviamente, necessário para uma organização que se quer integrada num ambiente global marcado pela competitividade e aspiração cada vez maior a livre circulação de pessoas e bens, imperativos da economia global”, sublinhou o ministro.

Reconheceu, entretanto, que até se chegar ao referido acordo houve “negociações difíceis e confronto de ideias”, mas, ressaltou, “com a clara vontade política dos Estados-membros”, o texto foi apreciado e consensualizado na XV Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP, realizada em Março deste ano.

Instado a pronunciar-se sobre alguns posicionamentos de que o Acordo de Mobilidade, além de ser “limitado” é, também, “classista”, assegurou à Inforpress que não pretendiam um acordo que fosse “óptimo”, mas sim um “bom acordo que constitui uma excelente base de partida” e que, eventualmente, as críticas possam ser tidas em conta e, no futuro, “os Estados-membros possam alargar ainda mais o Acordo de Mobilidade”.

“Não é um acordo óptimo. É um acordo bom que cria todas as condições para dar-nos mais espaços… e não imaginam o quanto foi difícil para a presidência pro tempore de Cabo Verde conciliar os diversos interesses e as diversas posições dos Estados-membros”, admitiu Figueiredo Soares, acrescentando que foi conseguido este “feito histórico”, o qual “marca indelevelmente a presidência cabo-verdiana e a própria CPLP nestes seus 25 anos”.

A Presidência pro tempore de Cabo Verde, informou o governante, considera a cultura um “recurso estratégico, um factor de desenvolvimento económico e um meio eficaz para combater as disparidades sociais económicas e geográficas que ainda existem no interior das fronteiras nacionais”.

Assim, na sua opinião, a Comunidade deve envidar esforços no sentido de criar um mercado comum das artes, da cultura e das indústrias criativas da CPLP, que ofereça novas oportunidades aos artistas, promotores e agentes culturais, potenciando dessa forma a economia dos Estados-membros.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP.

Numa recente entrevista à Lusa, o presidente da República, e em exercício da CPLP, Jorge Carlos Fonseca, afirmou esperar que na XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo, em Luanda, seja possível “avançar-se um pouco” no estatuto de observador associado, atribuído actualmente ao dobro do número de países membros.

LC/ZS

Inforpress/Fim

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