Preços da oferta no turismo aumentaram 9,6% no segundo trimestre

Cidade da Praia, 19 Jul (Inforpress) – A taxa de variação homóloga registada pelo Índice de Preços Turísticos no segundo trimestre de 2022, foi de 9,6%, resultado superior em 2,1 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre anterior, informou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o Índice de Preços Turístico (IPT), elaborado pelo INE, a variação trimestral observada no segundo trimestre foi de 2,0%, inferior em -5,6 p.p. ao valor registado no trimestre anterior, que apresentou uma variação de 7,6%, reflexo do padrão de sazonalidade deste indicador.

A variação deste trimestre face ao anterior revela, segundo o INE, uma diminuição dos preços dos serviços de restauração. Nos serviços prestados por hotéis verificou-se um aumento dos preços (3,5%), pousadas (7,7) pensões (4,9%), os hotéis-apartamento (11,4%), os aldeamentos turísticos (1,9%) e as residenciais (0,7%).

Os restantes serviços turísticos, de acordo com as estatísticas do INE, registaram variações nulas face ao trimestre anterior.

“No segundo trimestre de 2021 esta variação tinha sido positiva e menos intensa (0,1%), situando-se 1,9 p.p. abaixo da atual”, refere.

A classe dos hotéis, cafés e restaurantes apresentou uma variação homóloga de 9,7%, 2,1p.p. acima da que se verificou no trimestre anterior. A esta variação correspondeu uma contribuição de 9,6p.p. para a variação do IPT total.

O INE notou ainda que a componente do alojamento que corresponde a 67,8% da despesa turística, com especial destaque para os hotéis que, correspondendo a 64,5% da despesa turística total, registou uma contribuição positiva (18,5 p.p.) de sinal idêntico ao trimestre anterior.

Por outro lado, a restauração, cujo peso representa cerca de 31,1% da despesa turística, apresentou uma contribuição negativa (-1,3 p.p.) de mesmo sinal (-0,7 p.p.) que a do trimestre anterior.

O INE destaca ainda que o movimento dos preços das dormidas em hotéis (com uma contribuição de 18,5 p.p.), em pensões (estas com uma maior contribuição positiva 0,05p.p.), em residenciais (com uma contribuição positiva de 0,02 p.p.) e em pousadas (com uma contribuição de 0,005 p.p.), foram “completamente determinantes” para este comportamento do IPT total.

TC/CP

Inforpress/Fim

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