Preço mundial de exportação de produtos alimentares mantém tendência mista

Pedra Badejo, 29 Mai (Inforpress) – Os preços da exportação de produtos alimentares como milho trigo e arroz mantiveram uma tendência mista em relação à semana anterior, mas o valor da exportação de açúcar obteve uma tendência alta.

A informação consta no Boletim Info Semanal sobre os dados do mercado internacional do dia 20 a 26, divulgado hoje pelo Ministério da Agricultura e Ambiente.

Segundo informações avançadas, o preço da exportação do milho manteve uma tendência mista devido a alguns factores em diferentes países.

“Nos Estados Unidos da América (EUA), a perspectiva de grande disponibilidade pressionou os preços, apesar da recuperação da produção de etanol. No entanto, os ganhos em outros mercados ajudaram a limitar as perdas semanais líquidas”, explicou, mencionando a pressão sazonal e o acúmulo de suprimentos portuários devido a problemas logísticos na Argentina, que contribuíram para uma tendência de baixa dos preços a nível mundial.

A mesma fonte avançou que no Brasil, mais concretamente no estado de Paraná, onde se debulha a segunda colheita, as chuvas do último fim-de-semana chegaram tardias para reverter completamente os danos provocados pela seca.

“Os preços mundiais de exportação de trigo apresentaram uma tendência mista em relação à semana passada sustentada pela queda na procura e perspectiva de grande oferta”, demonstrou.

O documento refere também que para a safra 2019/2020 nos EUA, as vendas semanais de exportação foram 3 por cento (%) superiores às registadas na temporada anterior, enquanto na União Europeia houve aumento de 58%, correspondendo a um total de 32,4 milhões de toneladas de trigos.

Na Argentina, as informações disponibilizadas dão conta que a plantação de trigos se encontrava 5% concluída, tendo sido projectado um aumento de 1%.

Em relação ao arroz, o documento justifica a tendência com aumento da procura, movimentos cambiais e perspectiva de redução da disponibilidade da entressafra na Tailândia, assim como pressão nas cotações devido à redução dos interesses de compra e expectativas de venda para as Filipinas a partir do Vietname.

A tendência alta na exportação do açúcar justifica-se com a paralisação de 23,3% das fábricas de cana-de-açúcar no Brasil, assim como a crise provocada pela pandemia da covid-19 e queda nos preços de petróleo.

“Na Índia, os preços mundiais de exportação do açúcar foram influenciados por um ligeiro aumento da procura”, justificou.

No que se refere ao frete marítimo, os dados apontam para uma tendência alta nas taxas de frete para o transporte de graneis sólidos e perdas nas taxas de frete para os navios Capesize sustentadas pelas reduções dos negócios transatlânticos.

“No carregamento nos navios Handysize e Supramax, as taxas de frete registaram ganhos apoiados pela intensificação das actividades no Pacífico e na América do Sul, que mais do que compensaram os sentimentos mais brandos no Golfo dos Estados Unidos e na Europa”, mostrou.

WM/ZS

Inforpress/Fim

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