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“Vivarte – Escola de Artes” de Pensamento forma nova geração de artistas e trabalha na integração social da comunidade

Cidade da Praia, 03 Mar (Inforpress) – O bairro de Pensamento conta com uma escola de formação musical “Vivarte – Escola de Artes” que tem vindo a ter um papel fundamental na formação de novos talentos e na integração social desta comunidade periférica da capital.

Fundada há cerca de três anos, o “projecto Vivarte” beneficia as crianças, adolescentes e jovens de Pensamento e das localidades limítrofes como São Pedro, Calabaceira, Latada e arredores, conta actualmente com 84 integrantes, dos quais 45 alunos bolseiros do programa “Bolsa de Acesso à Cultura”, do Ministério da Cultura.

Em entrevista à Inforpress, o presidente e mentor deste projecto, Isaías Tavares, explicou que a escola funciona com crianças (a grande maioria) a partir dos seis anos, adolescentes e jovens e que se pretende com este projecto trabalhar “a flor do amanhã”, no sentido de “diminuir a violência e influência negativa que tem sido uma das marcas desta localidade”.

 “Vivarte”, segundo Isaías Tavares, tem já contributo para a formação de alguns artistas no panorama musical cabo-verdiano, “sem que tivesse registado um único caminho negativo”, já que os responsáveis não só acompanham a parte artística, designadamente aulas de violão, tumba e bateria, assim como assiste os pupilos nas escolas.

Avançou ainda que tanto ele como alguns dos professores musicais lecionam, igualmente, no Ministério da Educação, no ramo da Físico-Química, Química e Contabilidade de entre outras, o que facilita o acompanhamento destas crianças, num espaço arrendado para ensaios da banda do grupo e aulas de bateria e tumba, sendo que a lição de violão tem como palco a Capela local, já que exige um espaço maior.  

Isaías Tavares revelou que a escola dispõe de seis monitores efectivos, mas que conta pontualmente com a colaboração de alguns músicos, tendo destacado a importância deste projecto ter sido beneficiado da “Bolsa de Acesso à Cultura” que tem servido da base do lançamento desta iniciativa.

O projecto, que inicialmente teve como ponto de partida a “Escala Maior”, um grupo criado pelo mesmo no bairro de Eugénio Lima e que tem contribuído para a formação de nova geração de artistas, teve uma evolução meteórica, porquanto permitiu a escola investir nos instrumentos musicais, indispensáveis para a formação dos iniciados.

“A Bolsa de Acesso à Cultura tem estado a ter um papel fundamental na sustentabilidade deste projecto”, realçou Isaías Tavares que destacou os 405 mil escudos recebidos no ano transato, quando no ano anterior tinha sido contemplado com 210 mil escudos.

Dado ao crescimento do grupo, a “Vivarte – Escola de Artes” está doravante focada na construção de uma sede para a sua escola de música e na materialização do projecto “Cada aluno um violão”, para facilitar a prática dos aprendizes, no quadro da promoção da cultura.

Esta motivação foi testemunhada à Inforpress por Wagner Pereira Vaz, aluno do 5º ano de escolaridade, que sonha ser guitarrista ao estilo do seu ídolo “Vadú” e que considerou ser fundamental partilhar os estudos com a aula de música, que o mesmo descreve como duas das suas grandes paixões.

SR/CP

Inforpress/Fim

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