Praia: Tira-Chapéu e Várzea alvos de pintura com tintas insecticidas para combater paludismo

Cidade da Praia, 09 Mai (Inforpress) – Cerca de 20 jovens dos bairros de Tira Chapéu e da Várzea da Companhia, na Cidade da Praia, vão participar esta semana no projecto-piloto Tintaedes que visa auxiliar a comunidade no combate aos mosquitos transmissores de doenças.

Na apresentação do projecto, que conta com o financiamento do Governo das Canárias, através da Fundação Canária para o Controlo das Enfermidades Tropicais (FUNCCET), a coordenadora do projecto e coordenadora do grupo de investigação das Doenças Tropicais em Jean Piaget, Lara Gomez, explicou tratar-se de uma tinta constituída por insecticidas que mata insectos rastejantes e voadores, e usada para pintar casas.

“Juntamente com a Sita começamos, há dois anos, a experimentar a tinta que querem introduzir no país para este efeito. Enquanto universidade, fizemos a experiência e a avaliação do produto, concluímos que funciona depois de observá-la no laboratório e nas casas pintadas”, disse.

Sublinhou ainda que das três tintas seleccionadas para este projecto, foi escolhida a ‘inesfly’ pela forma como se comportou durante os ensaios no laboratório e pela certificação que possui a nível internacional, o que explicou, demonstra que possa ser utilizada como forma de controlo e de melhoria de saúde pública.

O projecto, que conta com um total de quatro mil litros de tintas, vai pintar, inicialmente, segundo a coordenadora, cerca de 300 casas do bairro de Tira Chapéu e da Várzea da Companhia, na Cidade da Praia.

Explicou, também, que a tinta não é prejudicial à saúde humana, mas que apenas mata insectos como mosquito, barata, mosca, percevejos e outros.

O director do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo, António Lima Moreira, que se congratulou com o projecto que irá ajudar o Ministério da Saúde a dar combate aos mosquitos transmissores de doença, felicitou os parceiros por abraçarem esta causa.

“Os bairros alvos do projecto-piloto são considerados de risco por razões históricas que todos conhecemos, pelo que consideramos que deve ser recebido de braços abertos pela comunidade e pelos jovens formados para dar corpo ao projecto”, indicou.

A Sita e a Cimpor, também parceiras envolvidos no projecto, manifestaram a sua satisfação de poder contribuir para diminuir doenças provocadas pelo mosquito.

Por sua vez, a Associação Unidos para o Desenvolvimento de Tira-Chapéu regozijou-se com a oportunidade que levou a que jovens do bairro, sem trabalho, fossem formados na área de pintura e como agentes sanitários.

“Orgulhamos de tudo isso, por sabermos que os jovens se sintam dotados de conhecimento para partilhar com a comunidade e que, a partir de agora, possam seguir uma profissão na área da pintura”, frisou Nelson Andrade, responsável pelo projecto na associação.

A tinta Inesfly a ser utilizada no projecto contém insecticidas que serve para matar mosquitos, aranhas, baratas e outros insectos quer seja rastejante ou voador.

O projecto Tintaedes é coordenado pela Universidade Jean Piaget e conta com o apoio do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), a empresa de tintas Sita SA e Tintas inseticidas Inesfly, Delegacia de Saúde da Praia e Cimpor.

PC/CP

Inforpress/Fim

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