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Praia: Peixeiras do Mercado do Platô descontentes com medida de redução do pessoal na “casa de peixe”

 

Cidade da Praia 28 Nov (Inforpress) – As peixeiras do mercado do Platô, na Cidade da Praia, manifestaram-se hoje o seu descontentamento com a medida da autarquia de reduzir as vendedeiras na “casa de peixe”, uma medida que deve ser acatada até 05 de Janeiro.

Essas mulheres chamaram a Inforpress para manifestar o seu descontentamento e denunciar aquilo que consideram ser uma medida para incitar a venda ambulante e promover o desemprego.

Aldina de Castro contou que, ao longo da existência do mercado, nunca as bancadas foram suficientes para albergar todas as peixeiras, mas, como forma de todas terem um ganha-pão e não vender nas ruas, juntaram-se em “sócios”.

A “casa de peixe”, remodelada recentemente, dispõe de 17 bancadas “pedras”, mas conforme Ana Lopes, neste momento, cada uma é ocupada por duas ou mais peixeiras, uma medida implementada por elas mesmas.

Entretanto, recentemente foram comunicadas que as peixeiras que não têm uma “pedra” vão ter que abandonar o local até 05 de Janeiro e, que devem procurar um outro mercado da capital para se instalarem, porque a “casa de peixe” revela-se pequena para o número actual de vendedeiras.

“Há 13 anos que vendo aqui, nunca tive uma pedra, mas sempre ocupei um lugar na bancada, eu e a minha sócia, e todos os dias pagamos 110 escudos de “porta”. Somos nós que diariamente estamos aqui, por isso eles não têm como dizer que o local está apertado, nunca ninguém reclamou disso”, disse outra peixeira, Maria Semedo.

Nela, de Achada Grande Trás, disse que neste ano de seca, em vez de as autoridades incentivarem a promoção do emprego, querem ver as mulheres sentadas em casa ou a vender na rua.

Neste sentido, essas mães e donas de casa exigem que a edilidade os deixem ganhar o pão, “de forma honesta e legal”.

Em reacção, a vereadora pela área das Finanças e Cooperação, na Câmara Municipal da Praia, Maria Aleluia Andrade, disse que não se trata apenas da redução das peixeiras na “casa do peixe”, mas sim de redução do número de vendedeiras no mercado do Platô.

Com esta medida, informou, a câmara está a fazer cumprir o regulamento de organização do mercado, que define posturas, direitos e deveres das vendedeiras e obrigações de todas as partes.

“Temos muitos munícipes que reclamam da desorganização no mercado, por isso é preciso organiza-lo, porque foi feito um investimento grande. Queremos uma cidade mais limpa e organizada, pelo que temos de iniciar pelo mercado, não só pela questão de saúde pública, mas também pelo problema de sanidade e de segurança”, indicou.

Conforme explicou Aleluia Andrade, o mercado tem capacidade para acolher cerca de 300 vendedeiras, mas pode-se estender até 500, mas neste momento, o número de vendedeiras já ultrapassou, de longe, essa cifra.

Neste sentido, disse que a partir do dia 05 de Janeiro, todas as vendedeiras vão ser retiradas do mercado, e, no dia seguinte, vai ser feito todo o trabalho de limpeza e desentupimento dos esgotos e arrumação das bancas, para que no dia 08, voltem apenas as vendedeiras que estão na lista.

Com a entrada em vigor da medida, vão ficar no rés-do-chão, 252 vendedeiras de verduras, no piso “1” de frutas 159, no talho 13 pessoas, na peixaria 34, na praça de alimentos 32, no comércio de linguiça cinco, na venda de carne salgada seis pessoas, perfazendo um total de 501 titulares.

Com a nova organização do mercado, as vendedeiras vão beneficiar de uma formação de reciclagem sobre higiene, manutenção e manuseamento de alimentos, e vão ter ainda um crachá de identificação, onde, através de um “software”, a câmara terá todas as informações e a situação do vendedor de cada banca.

As restantes vendedeiras, informou Aleluia Andrade, vão ter de se instalar em mercados alternativos da capital, nomeadamente Cotchi Pó, Mercados de Achadinha e de Vila Nova, que, segundo a vereadora, estão com poucas vendedeiras.

AM/CP

Inforpress/Fim

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