Praia: Delegada de saúde manifesta preocupação com aumento de focos de mosquito

Cidade da Praia, 15 Set (Inforpress) – A delegada de saúde da Praia manifestou-se hoje preocupada com o aumento dos mosquitos, consequência das chuvas caídas neste mês de Setembro e que pode reverter a situação de casos autóctones de paludismo que não são registados desde 2018.

Ullardina Furtado, que manifestou a sua preocupação em declarações à Inforpress quando falava sobre o aumento dos mosquitos no concelho após a queda das primeiras chuvas de verão, realçou ainda a intensificação de acções por parte das autoridades sanitárias para dar combate aos mosquitos.

“Com as chuvas aumentam os focos do mosquito, pelo que isso torna uma preocupação para as autoridades sanitárias que, nos últimos anos não tem registado paludismo local e tudo estão fazendo para evitar que as lutas mantidas não sejam em vão e possamos ter o certificado livre de paludismo”, disse.

A delegada de saúde da Praia considerou ainda que o aumento da incidência dos mosquitos deve ser também motivo de preocupação por parte da população que deve actuar e compreender que é “fundamental” manter limpo e sem águas residuais à volta e dentro das casas.

Neste momento, segundo disse, o sector da saúde tem fortalecido a sua actuação com equipas nas comunidades e agentes vectoriais fazendo pulverização e tratamento dos focos.

Esta responsável lembra a população que deve, neste período de chuvas, intensificar o combate aos mosquitos nas suas residências mantendo limpos os vasos de plantas e os ralos onde escorra água.

Isso porque, acrescentou, na época de chuvas para além dos focos existentes há sempre tendência para o aparecimento de outros.

Convém sublinhar que mais de 90% dos mosquitos transmissores de dengue e zika são encontrados em casas e quintais, pelo que é fundamental que o morador faça vistorias na residência para evitar acumulação de água.

Aconselha-se, por isso, nesta época, que se cubra as caixas de água, tanques e reservatórios, manter os pneus e garrafas bem tapados ou no lixo.

Cabo Verde desde 2018 até à data não tem contabilizado casos autóctones de paludismo.

Quanto às doenças arboviroses, o arquipélago registou epidemia de zika nos finais de 2015 e meados de 2016, com notificação de mais de 7.500 casos suspeitos, enquanto a Dengue aconteceu em 2009, com registos que apontaram para 21.383 casos suspeitos, com evolução de 174 para febre hemorrágica e seis óbitos.

PC/ZS

Inforpress/Fim

 

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