Praia: Casa da Primavera – espaço para acolher crianças com deficiência – vai ser inaugurada em Dezembro

Cidade da Praia, 30 Out (Inforpress) – A Cidade da Praia ganha, a partir de 03 de Dezembro, a “Casa da Primavera”, um espaço capacitado para acolher crianças com deficiências pertencente as famílias desfavorecidas, residentes nesta urbe, numa iniciativa da Câmara Municipal da Praia.

O espaço está projectado para proporcionar aos residentes a prática de actividades integrada, pelo que vai estar equipado com serviços de enfermagem, administração de medicamentos, sendo que os utentes terão acompanhamento psicológico e psicoterapia, arte e terapia, expressão corporal, dança e desporto, bem como actividade lúdica e pedagógica.

A Casa da Primavera foi apresentada na tarde desta terça-feira pela responsável deste projecto municipal, a socióloga Margarida Rocha, num dos painéis da I Conferência Internacional para a Inclusão em Cabo Verde, que decorre na Assembleia Nacional, promovida pela Colmeia – Associação de Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Educativas Especiais.

Margarida Rocha avançou que se pretende com a criação da Casa da Primavera proporcionar melhores condições e qualidade de vida aos seus utentes, visando uma progressiva inclusão na sociedade, assegurar uma habilitação e habitação e integração social dos seus utilizadores e das suas famílias.

Os cinco cuidadores, voluntários na área de enfermagem, psicologia e social, segundo a responsável, estão a ser formados pela Direcção-Geral de Inclusão Social.

Favorecer melhores condições de vida às crianças, dotá-las de um ambiente saudável e harmonioso e adequar às suas necessidades, minimizar a pobreza no seio do agregado familiar, capacitar as mães para o mercado de trabalho, são os objectivos específicos da Casa da Primavera, que terá como grupo alvo crianças com deficiência de idades compreendidas entre 02 e 16 anos.

Acredita esta responsável, que a abertura do espaço terá um papel fundamental na inclusão social destas crianças, já que, segundo dados avançados nesta conferência internacional, 74 por cento das pessoas com deficiência não frequentam as escolas, uma vez que os estabelecimentos escolares não estão capacitados por falta de rampa, cadeiras adequadas e professores especializados nesta área.

O Serviço de Promoção já tem um levantamento de sete crianças com paralisia cerebral, uma com microcefalia, uma com autismo e uma com Síndrome de Down, provenientes de bairros considerados “extremamente carenciados” como São Pedro/Latada (Casa para Todos), Calabaceira, Bela Vista, Eugénio Lima, Alto da Glória e Achada Grande Frente.

Ainda no quadro do painel “Instrumentos de promoção de cuidados” Natalhie Monteiro, do Ministério da Família e Inclusão Social, discorreu sobre o papel dos cuidadores na promoção do desenvolvimento da criança, ao passo que Teresa Pinto, do “Elos, de Terapia, Educação, Formação e Investigação do Porto” (Portugal), dissertou sobre o apoio interpares para os pais e cuidadores.

Pretende-se com esta I Conferência Internacional para a Inclusão em Cabo Verde dar uma visão do conjunto de práticas e procedimentos padronizados de respostas para crianças e jovens com deficiência desde a intervenção precoce, passando pelo percurso escolar e pelas terapias reabilitativas, pela protecção social, até à transição para a vida activa.

A associação Colmeia tem como missão promover a inclusão plena das crianças, jovens e adultos com deficiência na sociedade cabo-verdiana.

SR/CP

Inforpress/Fim

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