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Praia: AUPDTC e Acrides desentendem-se por causa do centro multiuso de Tira Chapéu

Cidade da Praia, 07 Jul (Inforpress) – A Associação Unidos para o Desenvolvimento de Tira Chapéu (AUPDTC) e a Associação das Crianças Desfavorecidas (Acrides) desentenderam-se quanto ao centro multiuso de Tira Chapéu, com o primeiro a acusar o segundo de lhe retirar acesso à sede.

Segundo contou à Inforpress o presidente da AUPDTC, Adélcio Cardoso, há cerca de três meses que aquela associação e outros grupos organizados de jovens de Tira Chapéu estão impedidos de frequentar o espaço onde funcionam e onde também funciona a biblioteca Nha Balila.

“Praticamente fomos expulsos do espaço de reuniões, e encontros com membros, parceiros e a comunidade. Já não temos acesso a biblioteca e sala de sede da Associação”, disse o dirigente da AUPDTC imputando tais práticas à Acrides a quem acusa de “agir pelas costas, sem comunicação prévia e ignorando o acordo existente” entre o Ministério da Educação, a Acrides e a própria Associação.

Adélcio Cardoso afirma que os membros da associação que representa estão se sentir “ignorados, marginalizado e impedidos de pôr em pratica seus projectos e objectivos”.

“Uma atitude que achamos estranho porque há muito que a Acrides praticamente abandonou o espaço. A sua responsável, Lourença Tavares, por decisão própria, arbitraria e radical mandou alterar todas a fechaduras do espaço, sem autorizaçao do dono legitimo, Ministério da Educação, o que representa uma grave atitude de desrespeito para com a nossa comunidade e todos que beneficiam do referido espaço”, prosseguiu.

O presidente da AUPDTC aproveitou ainda para solicitar medidas por parte das autoridades competentes no sentido de tomarem as decisões que se impõe na medida que a associação e a comunidade anseiam ter direito de volta o espaço.

Por seu turno, a Acrides, através do seu coordenador de actividades, Alcides Semedo, respondeu afirmando que se trata de “uma denuncia falsa”.

“Nós realizamos as nossas actividades no centro Nha Balila desde 2010, espaço que nos foi cedido pelo Ministério da Educação. A Acrides decidiu trocar as fechaduras para ter melhor controle, uma vez que as pessoas estavam a usar os equipamentos que lá estão de forma descontrolada. Mas o espaço que era da associação que está a fazer denuncia foi devolvido à mesma”, explicou.

Alcides Semedo disse também que não é verdade que a Acrides abandonou o espaço, explicando que ficou parado por um período durante a pandemia por causa da quarentena.

“Não trocamos as fechaduras de má fé. Colocamos fechadura na entrada para evitar que o espaço seja mais degradado. Nós sempre pensamos que aquele centro é um centro comunitário que deverá servir toda a comunidade. Não exclusivamente só para nós e muito menos só para a associação”, finalizou.

GSF/CP

Inforpress/Fim

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