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Praia: Adolescente desaparecido e familiares acusam autoridades de falta de colaboração na busca

Cidade da Praia, 05 Ago (Inforpress) – O adolescente Ismael Silva, residente em Achada Grande Frente (Praia) está desaparecido desde o dia 13 de Julho e os familiares dizem-se “preocupados”, porque as autoridades “não têm colaborado” na busca.

O pai de Ismael Silva, Fredy Gomes, emigrante nos Estados Unidos da América, que se encontra de férias em Cabo Verde, disse à Inforpress que ele que está a fazer trabalho da polícia, percorrendo ladeiras, covões e beira-mar à procura do filho.

“Apenas um dia saíram comigo no carro porque disseram que o meu filho tinha sido visto em Achada Grande Trás e, partir daí, nunca mais fizeram nada e eu é que tenho estado a fazer o trabalho da polícia”, queixa-se Fredy Gomes, acrescentando que tem feito buscas durante dia e noite, mas sem resultados.

Segundo ele, a Polícia Marítima prometeu apoiar nas buscas e, apesar de terem combinado uma hora para saírem, “não compareceram”.

“Tenho esperança que vou encontrar o meu filho com vida”, afirmou Fredy Gomes, revelando que num desses dias o filho acedeu à sua página no Facebook, mas não respondeu quando lhe pediu para voltar para a casa.

Por sua vez, o tio Iliandro Tavares avançou à Inforpress que se dirigiram à Polícia Judiciária (PJ) a pedir se podiam ajudar a família a localizar o telefone a partir do qual Ismael tinha estado a entrar no Facebook e que, passada mais de uma semana, “ainda nada disseram, apesar de terem prometido uma resposta no dia seguinte”.

Segundo Iliando Tavares, as pessoas têm dito que viram Ismael nesta ou naquela localidade, mas nunca alertam as autoridades policiais, quando sabem que ele está desaparecido e a família “muito preocupada”.

“Por isso, tenho dúvidas se, na verdade, têm visto o Ismael”, desconfia Iliandro Tavares.

Instado se o sobrinho sofre de algumas perturbações mentais, revelou que aos dois anos de idade Ismael sofreu uma queda de segundo andar e “não morreu por sorte”.

“Com o avançar da idade, ele começou a manifestar alguns problemas mentais e teve que ser internado no Hospital Psiquiátrico de Trindade”, avançou Tavares.

De acordo com o tio, Ismael estudou até 8º ano e foi aconselhado a não prosseguir os estudos, por causa dos problemas que sofre.

A Inforpress contactou com a PJ, na pessoa do inspector José Luís Gonçalves, responsável da Secção Central de Investigação e Crimes contra Pessoas, mas este recusou-se a avançar qualquer informação relacionada com o caso do adolescente, alegando que a Polícia Judiciária dispõe de um gabinete de imprensa que “está autorizado a passar as informações”.

Desde Fevereiro de 2018, duas crianças, Clarisse Mendes (Nina) e Sandro Mendes (Filú), encontram-se desaparecidas e o País não sabe do paradeiro destes menores.

Ainda relacionado com o desaparecimento de pessoas em Cabo Verde, encontra-se também pendente o caso da jovem Edine Jandira Robalo Lopes Soares, que deixou a casa em Achada Grande Frente (Praia) alegando que ia levar o bebé para o controlo no PMI (Programa Materno-Infantil), na Fazenda, Cidade da Praia. Mãe e filho nunca mais foram vistos.

Edvânea Gonçalves, uma menina, também faz parte da lista negra das pessoas desaparecidas em Cabo Verde. Tinha dez anos quando saiu para fazer um mandado, a pedido da mãe, junto de uma vizinha a pouco mais de 100 metros da sua residência, e não voltou.

LC/CP

Inforpress/Fim

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