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Praça da Escola Grande “veste-se” de Grito Rock em noite de homenagem e campanha ambiental

Cidade da Praia, 24 Mar (Inforpress) – A Praça da Escola Grande no Plateau tornou-se um autêntico palco de rock, por força do VII Festival Internacional Grito Rock da Praia, ocasião aproveitada para o Movimento Civil 350 CV sensibilizar a população à causa do ambiente.

A edição deste ano teve como ponto alto um “show de música alternativa com que a Artikul CJ, promotora do evento, homenageou o músico, compositor, intérprete e poeta, Káká Barbosa, com uma estatueta alusiva à efeméride,  como prova de gratidão pelo  seu percurso e investigação na área da música cabo-verdiana.

Kaká Barbosa agradeceu o reconhecimento e manifestou “imensa gratidão e um “grito profundo e incomensurável” logo após ter recebido o troféu das mãos do vereador da Cultura da Câmara Municipal da Praia, António Lopes da Silva.

Este transmitiu a satisfação da autarquia da capital pelo facto de o Grito Rock, enquanto iniciativa privada, comparticipada pela autarquia da Praia, ter escolhido “um grande artista e compositor, um homem de cultura de Santiago, de Santa Catarina e de Cabo Verde” para esta homenagem.

Isto por considerar que, para além de um “grande compositor”, o laureado se tem destacado nos ritmos tradicionais cabo-verdianos como morna, coladeira e funaná, afirmando-se também  como um apreciador de géneros como rock e funk, de entre outros ritmos estrangeiros.

Entende Lopes da Silva ser esta “uma homenagem reconhecida”, pelo que fez questão de destacar a postura do Grito Rock por esta iniciativa.

Quanto ao espectáculo em si, coube ao irreverente músico e compositor Wilson Silva e a sua banda  Family   abrir o certame com o “reggae crioulado”, com uma visão crítica da sociedade, para logo de seguida os Rockdilhas, uma banda formada por alguns dos antigos elementos do Bulimundo, apresentarem um “funaná-rock” para o espanto da plateia.

Ainda da Cidade da Praia actuou a banda “Primitive”, a prata da casa que já se afigura, naturalmente, como um “habitue” destas andanças, em mais um grande show da noite para o gáudio dos espectadores, que  em grande número acorreram ao local.

Com selo de Cabo Verde, esta VII edição do Festival Internacional Grito Rock da Praia contou ainda com a  actuação dos Blackside, de São Vicente,  sendo que do estrangeiro desfilaram pelo palco os Lazywall, dos Marrocos, e Galiot Band, da Espanha.

“Nha lixo é dimeu – Cabo Verde ”, foi o lema da campanha com que  o Movimento Civil 350 CV adoptou para sensibilizar os espectadores sobre esta “nobre causa ambiental”, com mensagens viradas para  a protecção e defesa do meio ambiente, particularmente na luta contra  a poluição, sobretudo  terrestre e oceânica.

Os integrantes deste “movimento azul” recordaram a todos que se está num país em que a área marítima ultrapassa “de longe” a área terrestre.

Iniciado a 20 do corrente, a  VII edição do Festival Internacional Grito Rock da Praia prossegue este domingo, na Cidade Velha, com uma conversa aberta sobre intercâmbio cultural alternativo, visita a centros históricos e monumentos e convívio, no quadro da campanha ambiental 350CV, e continua na segunda-feira, 25, com encontros e “jam session” com artistas e músicos locais, no Tarrafal de Santiago.

O Palácio da Cultura Ildo Lobo é o palco escolhido para a tertúlia “Movimentos Grito Rock e a produção de música alternativa em Cabo Verde”, que se realiza na terça-feira, 26, dia que se encerra a edição deste certame de 2019.

SR/AA

Inforpress/Fim

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