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PR recebe associações de pescadores e peixeiras para se inteirar do sector

Cidade da Praia, 05 Fev (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, recebeu esta tarde representantes da cooperativa dos pescadores, peixeiras e armadores de Santiago, onde manifestaram as preocupações e dificuldades pela qual passam o sector em Cabo Verde.

As preocupações foram apresentadas pelo presidente da Rede dos Operadores Sócio- Profissionais da Pesca Artesanal (ROPA), Paulo Veiga, que falava aos jornalistas, depois de ser recebido em audiência pelo Chefe de Estado, no âmbito do Dia Nacional do Pescador, assinado hoje, 05 de Fevereiro.

Segundo adiantou este responsável, o sector das pescas apresenta vantagens, mas neste momento passa por muitas dificuldades e tem sido fustigado por factores que condicionam a prática da pesca no arquipélago.

“Preocupação principal tem a ver com o objectivo da pesca, que é pescar o peixe, e se temos dificuldades em encontrar o peixe, também temos problemas de investimentos”, apontou o presidente.

Por outro lado, disse que um dos factores que tem contribuído para condicionar a pesca tem a ver com a forma tradicional como é gerido e assinado acordos internacionais, que acaba por afectar a pesca litoral e nas encostas.

“As capturas feitas no alto mar, corta o circuito natural de predadores, e faz com que os cardumes não cheguem a baia para serem capturados pelos nossos pescadores artesanais”, explicou o presidente, que considera que as associações e organizações de pescas devem ser integradas no processo de preparação e negociação dos acordos internacionais.

Paulo Veiga defendeu ainda que deve constar do documento quais são os benefícios para a comunidade piscatória, sendo que é a classe mais afectada e prejudicada com o acordo.

Segundo avançou, essas e outras propostas já foram apresentadas às autoridades nacionais cabo-verdianas, mas sublinhou que existe uma dificuldade em comunicar com essas entidades.

Considerou que a nível da organização o país perdeu alguns ganhos, mas sublinhou que em termos de administração, legislação e mecanismos de gestão Cabo Verde está muito bem posicionado, sendo que a nível desta região é um dos poucos países que dispõe de um plano de gestão de pesca sustentada, mas que infelizmente não é posta em prática.

Paulo Veiga defendeu que o país precisa dar passos para afinar ritmos entre as políticas, administração e a comunidade.

AV/JMV

Inforpress/Fim

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