Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

PR insta aceleração dos mecanismos para concretização da Constituição concernente à Língua Materna

Cidade da Praia, 21 Fev (Inforpress) – O Presidente da República instou hoje, no Dia Internacional da Língua Materna, a aceleração dos mecanismos para a concretização daquilo que estipula a Constituição, referindo-se à oficialização do crioulo como língua oficial.

“Não há sonho, desejo ou pensamento mais intrínseco e cúmplice do que aquele que é expresso ou sentido na nossa língua. Este código de sons acompanhado de gestos, expressões faciais, trejeitos, é um espaço dentro do espaço maior e do todo que está à nossa volta”, disse Jorge Carlos Fonseca.

Na mensagem alusiva à data que se assinala hoje, 21 de Fevereiro, Dia Mundial da Língua Materna, ao realçar a importância da língua materna, a que se transformou numa ferramenta com que se faz a alegria e o bem-estar dos outros, instiga a aceleração dos mecanismos e a apuração de instrumentos de realização da Constituição da República.

Neste âmbito, o Presidente da República lembra que a língua será, talvez, o músculo “mais importante” do corpo e que permite aquilo que é um dado adquirido e sequer as pessoas desse facto se lembra.

“Com ela construímos frases e ideias, que descendem dos primeiros cantos com que imitámos a Natureza em volta. Nela nos refugiamos quando, fora da pátria, nos cansamos das outras, meramente ou institucionalmente utilitárias”, afirmou.

Na sua missiva, Jorge Carlos Fonseca descreveu ainda a língua materna como a chave que abre as portas do conhecimento, a entrada para o jogo do pião, de campeonato de futebol entre bairros, declaração de amor, festa popular, ‘guarda-cabeça’ ou funeral, lágrimas de quem parte, ou simplesmente o invólucro da esperança e fé.

É, também, segundo defendeu, a tessitura, o recheio e o corpo da morna onde atinge todo o seu esplendor “poético e nostálgico” e onde resume toda a dimensão do cabo-verdiano como povo.

Em homenagem à data, o chefe do Estado cabo-verdiano recorreu ao símbolo da família para lembrar que a língua materna é a carícia do regaço da “nossa avó” e o universo de estórias ao entardecer.

“Em cada ilha, uma língua própria da nossa língua-mãe; cada ilha com o seu modo de a mastigar, saborear, crispar, incidir, moldar ao quotidiano e requebro do dia e da noite, cutelo, do vale e da achada, do porto e da aldeia, da cidade e do campo”, acrescenta, sublinhando, por outro lado, que apesar de todas as línguas que se conhece a materna é a que marca o regresso à “língua de leite”.

Para finalizar reforça a riqueza do “crioulo” referindo-se às suas “belas expressões e o seu doce burilar de ideias” quando usado pelos “homens e mulheres” que se fez e continua a fazer-se, sobretudo, através da língua.

 

PC/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos