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PR defende que ganhos resultantes do desenvolvimento do turismo devem ser melhor repartidos

 

Espargos, 15 Set (Inforpress) – O Presidente da República defendeu hoje, na ilha do Sal, que os ganhos resultantes do desenvolvimento do turismo devem ser melhor repartidos para que o cidadão sinta que a aposta no sector é uma boa opção.

“É preciso pois que os ganhos que resultam do desenvolvimento do turismo sejam, na verdade, substancialmente melhor repartidos, de tal forma que o cidadão comum sinta, aperceba e acredite que a aposta no turismo é uma boa opção”, considerou Jorge Carlos Fonseca na sessão solene de celebração do Dia do Município do Sal, assinalado hoje, acto a que presidiu a convite do edil Júlio Lopes.

O chefe do Estado vai mais longe, referindo, que “não se deverá” continuar a apresentar o turismo como a grande solução se “não se tiver a preocupação” de fazer chegar os benefícios desta opção a todos os residentes da ilha.

Considerando que nos últimos tempos a ilha ganhou infraestruturas turísticas em atractividade tanto dos turistas como da mão-de-obra nacional, traduzindo esta numa migração interna que acabou por alterar a paisagem humana no município do Sal, Jorge Carlos Fonseca pondera que estas transformações se traduzem em desafios, mormente o da premente necessidade de criar infraestruturas de acolhimento como habitação, jardins-de-infância… ou ainda o de encontrar formas de reduzir a pressão sobre a procura de frescos e de outros produtos da agricultura, nomeadamente carne e ovos.

Ao fazer essa leitura, o mais alto magistrado da Nação acentuou que vencer tais desafios implica uma concertação permanente com o Governo Central, devendo as autoridades deste município “contribuir na construção de solução para o problema nacional do défice e da fragilidade do sistema de transportes marítimos em Cabo Verde”, realçou.

“Todos temos a consciência das limitações dos recursos existentes e das grandes necessidades do país em áreas chaves como a geração de empregos e a segurança das pessoas e bens. Para fazer face a esses grandes desafios a conjugação de esforços é da maior importância”, observou.

“A articulação entre os poderes central e municipal é essencial, não apenas para a obtenção dos recursos necessários, mas, sobretudo, para a utilização adequada de todos os meios humanos e materiais”, sublinhou, exortando as partes a prosseguirem nessa senda, fazendo fé que “muito rapidamente” traga frutos, também nas “críticas esferas” da segurança e do meio ambiente.

No concernente ao problema da criminalidade, segurança na ilha, neste particular, Jorge Carlos Fonseca acautela que a aposta no combate à delinquência juvenil não se deve basear “exclusivamente”, na coerção, na repressão, devendo também contemplar acções e medidas positivas que estimulam uma postura social cidadã, propiciadora de um clima “suave e apaziguador, indispensável para uma sã convivência na ilha”.

Jorge Carlos Fonseca terminou a sua intervenção desejando aos salenses um futuro de liberdade, de paz e de prosperidade.

Com uma população residente de 35 267 habitantes, o equivalente a 6,6 por cento da de Cabo Verde, sendo 51,7% naturais de outro concelho do país, a ilha do Sal regista, actualmente, uma taxa de desemprego à volta de 8,3%.

SC/FP

Inforpress/Fim

 

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