PR da Ucrânia fixa como prioridades fim da guerra e luta anti-corrupção face vitória eleitoral

Kiev, 21 Jul 2019 (Inforpress) – O Presidente da Ucrânia fixou hoje como prioridades políticas o fim da guerra com os separatistas pró-russos do leste do país e a luta anti-corrupção, após as primeiras projecções das eleições deste domingo anunciarem a vitória do partido presidencial.

Volodymyr Zelensky falava depois das primeiras sondagens à boca das urnas terem avançado que a sua força política, o partido Servidor do Povo (Sluha Narodum, SN), deverá ter ganho as eleições legislativas antecipadas hoje realizadas com 42,7% a 44,4% dos votos.

“Somos gratos ao povo ucraniano por este apoio”, declarou Zelensky, de 43 anos, na sede do seu partido.
“Vocês conhecem as nossas principais prioridades (…) é acabar com a guerra, trazer de volta os prisioneiros e derrotar a corrupção”, afirmou.

Caso esta votação se confirmar, o partido de Zelensky ficará perto de conquistar uma maioria absoluta e terá uma votação recorde.

A segunda força política mais votada na Ucrânia será a Plataforma Opositora-Pela Vida (pró-russa), de Yury Boyko e Viktor Medvedchuk, um aliado próximo do Presidente russo (Vladimir Putin), que terá conseguido 12% dos votos, de acordo com as mesmas projecções, elaboradas por três institutos e citadas pelas agências internacionais.

A Solidariedade Europeia (YS), o partido do antigo Presidente ucraniano Petro Poroshenko, terá obtido 8,5% dos votos.

Ao prometer “quebrar o sistema”, Zelensky esmagou o seu antecessor, Petro Poroshenko – no poder entre 2014 e 2019 – com 73% de votos na segunda volta das presidenciais em Abril passado.

Na sua campanha, Volodymyr Zelensky prometeu mudanças radicais nesta ex-república soviética de 42 milhões de habitantes, um dos países mais pobres da Europa, minado pela corrupção e envolvido num penoso conflito com os separatistas pró-russos do leste do país.

Zelensky, um ex-comediante e empresário de espectáculos, sem experiência política, dissolveu um Parlamento que se revelou hostil e convocou legislativas antecipadas para beneficiar da vaga de popularidade e sem esperar pelo escrutínio inicialmente previsto para Outubro.

Em Junho, e apesar de ainda não ter adoptado medidas fracturantes, um estudo referia que 67% dos ucranianos aprovavam a sua acção como Presidente.

Lusa/Fim

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