Portugal: Ter edifícios ocupados e quebrar ciclo de pobreza das famílias em Lisboa são nossas maiores prioridades – vereadora (c/áudio)

Lisboa, 11 Mai (Inforpress – A vereadora da Habitação e Desenvolvimento Local da câmara de Lisboa (Portugal), Filipa Roseta, garantiu que a “maior acção e prioridades” da autarquia é não ter edifícios vazios e conseguir quebrar o ciclo de pobreza das famílias.

Em declarações à Inforpress, em Lisboa, a vereadora admitiu que a “situação habitacional em Lisboa é preocupante”, mas que querem driblar esse desafio, porque as pessoas têm “muita dificuldade” em arranjar casa e há um “grande desfasamento” entre os valores do mercado e os salários médios, o que significa que há uma “grande pressão sobre pessoas que têm os salários mais baixos”.

Segundo Filipa Roseta, Lisboa tem no total 320 mil alojamentos, e desses, a Câmara Municipal de Lisboa tem 25 mil casas, ou seja, percentagem que julga ser “considerável”, sem esquecer que são bairros municipais que a autarquia precisa “gerir bem”.

A prioridade é não haver edifícios vazios. “Haver muitos edifícios vazios, não pode ser. A nossa maior acção e maior prioridade é não ter edifícios vazios, porque as pessoas não podem sentir que há uma enorme dificuldade para aceder às casas e haverem edifícios vazios”, defendeu Filipa Roseta.

Para a vereadora, a Câmara Municipal de Lisboa tem dois desafios, um dos quais relacionado com os edifícios e o outro com as pessoas, isto é, há pessoas que não estão nos bairros municipais e que precisam de ajuda, assim como as que estão nos bairros municipais e que têm as suas dificuldades que precisam ser resolvidas.

Isso porque, conforme explicou, os bairros carecem de reabilitação, tendo em conta que há problemas específicos de violência, entretanto, por um lado, existem todos os fogos e uma população de praticamente 60 mil pessoas “muito rica” e que pode ajudar para conseguir viver melhor.

“A nossa grande missão é conseguir quebrar o ciclo de pobreza das famílias e na nossa cidade que se perdura de pais para filhos. Precisamos ver como é que a habitação consegue ajudar a fazer isso, ou seja, através de habitação e trabalhando com a comunidade dos bairros para impedir o abandono escolar, que é um dos grandes problemas”, indicou.

Conforme frisou, é preciso conseguir que as crianças tenham oportunidade de “irem mais longe, conseguirem acabar os estudos e quebrar o ciclo de pobreza das famílias que às vezes perdura”.

Filipa Roseta lembrou que a comunidade cabo-verdiana tem “bastante expressão” nos bairros de Lisboa, por isso, neste momento a Câmara Municipal de Lisboa está a falar com todas as suas comunidades para que sejam os seus parceiros.

“Temos que conhecer essas pessoas e conseguir perceber que trabalho que estão a fazer, que trabalho que podem fazer e perceber quais são as dificuldades que têm nos terrenos para podermos ajudar. Só vamos chegar realmente às pessoas se conseguirmos trabalhar com as pessoas nos bairros”, sintetizou

DR/AA

Inforpress/Fim

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