Portugal será sempre defensor da aproximação de Cabo Verde à UE – ministro português

Lisboa, 04 Abr (Inforpress) – O chefe da diplomacia portuguesa garantiu hoje que Cabo Verde contará sempre com Portugal como “um dos seus advogados mais paladinos” na aproximação deste país africano à União Europeia (UE).

Augusto Santos Silva respondia, no Parlamento poryuguês, a uma pergunta do deputado do CDS-PP Filipe Anacoreta Correia sobre se Portugal vai aproveitar a visita do Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, entre os próximos dias 08 e 12, a Cabo Verde para “dar um passo em frente na aproximação” à UE.

Cabo Verde “faz parte da Macaronésia, é o único arquipélago a norte do Equador que, neste espaço atlântico, não faz parte da União Europeia e tem um acordo especial de cooperação que está a terminar”, recordou o deputado centrista.

“Trata-se de um país indiscutivelmente da nossa tradição ao nível da paz, do funcionamento das instituições, do contributo para a democracia, de tudo aquilo que é estrutural do respeito pelos direitos humanos”, defendeu Anacoreta Correia.

Portugal, respondeu Santos Silva, “tem sempre apoiado as decisões soberanas de Cabo Verde no sentido de uma ligação preferencial à UE”.

A última dessas decisões é a aproximação à OCDE, referiu o ministro, garantindo o apoio português.

“À União Europeia, Cabo Verde sabe que conta sempre com Portugal como um dos seus advogados mais paladinos”, sublinhou.

O Governo cabo-verdiano anunciou há um mês que “brevemente” o país vai liberalizar vistos para cidadãos da União Europeia, como forma de melhorar e aumentar o turismo no arquipélago.

“No estádio actual das nossas relações, vamos muito brevemente liberalizar os vistos para cidadãos da União Europeia (UE), trabalharmos para que haja mais e melhor turismo em Cabo Verde”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Filipe Tavares.

Enquanto está a estudar a abertura das suas fronteiras à isenção de vistos para cidadãos do espaço Schengen, Cabo Verde também pretende o alargamento do espaço de livre circulação europeu ao país.

Em Fevereiro, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, garantiu que há uma “receptividade” por parte das autoridades europeias que estão a estudar as condições.

 

Inforpress/Lusa

Fim

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