Portugal: Mito Elias apresenta “Obi ta fla” com temas conhecidos do repertório musical cabo-verdiano

Lisboa, 15 Jul (Inforpress) – O artista cabo-verdiano Mito Elias apresentou hoje em Lisboa a performance intitulada “Obi ta fla”, tendo “estimulado” memória dos presentes com temas conhecidos do repertório musical de Cabo Verde, que fazem parte da memória colectiva dos cabo-verdianos.

Na apresentação, que aconteceu no Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV), em Lisboa, com o apoio da Embaixada de Cabo Verde e da Austrália em Portugal, Mito Elias homenageou várias músicas que fazem parte da memória colectiva dos cabo-verdianos, de uma “forma criativa e original”, numa performance de intervenção poética dedicada ao repertório instrumental da discografia cabo-verdiana.

“Volto a estas lides 10 anos depois. Lisboa é uma cidade que me acolheu em 1989”, disse, indicando que a performance “Obi ta fla” homenageia poeticamente algumas sonoridades que povoaram a infância dos cabo-verdianos, através de alguns programas de rádio e das memórias da banda municipal.

O cerne da performance foi a revisitação do disco “Boas Festas” de Luís Morais e da discografia cabo-verdiana, mas também de Nha Nácia Gomes, António Dente d’Oru e Kaká Barbosa.

“A homenagem é também para Luís Morais, que vive nas nossas almas”, disse o artista, indicando que Lalacho, que morreu há quatro anos, também é homenageado nesta performance.

“Lalacho é uma espécie de mentor, porque trabalhou muito em nome de Cabo Verde e eu e ele trabalhamos muito para a divulgação da cultura cabo-verdiana em Portugal”, frisou, esclarecendo que um dos principais objectivos do exercício foi a criação de propostas de letras e incentivar o “Vocalizo” como um estilo que também pode ser utilizado na música cabo-verdiana.

Em Setembro deste ano completa 20 anos da morte do mestre Luís Morais, um momento considerado oportuno para lhe prestar homenagem, “exaltando a sua genialidade”, através das sonoridades do disco “Boas Festas”, obra “maior que nunca saiu de moda e será sempre intemporal”.

Nascido na Cidade da Praia, Mito Elias, que vive e trabalha na diáspora desde 1989, é um artista multifacetado e multidisciplinar, tendo estudado Arte na Arco, Lisboa, entre 1989 e 1992, desenvolveu uma linguagem imagética original que consiste na procura de tradições e contos orais crioulos, um estilo simbiótico entre lavagem, escrita e multimédia, a que chamou “Mare Calamus”.

Vive em Melbourne, Austrália, desde 2013, trabalhando como tutor de Artes Visuais e actualmente dirige o Fandata Studio, um espaço wokshop em Sunshine, West Melbourne.

Desde 1983 que Mito Elias tem apresentado regularmente as suas exposições, trabalhos desenhados, pintados, escritos ou gravados em vídeo, viajando por todos os cantos do mundo, estando representado em muitas exposições em vários países do mundo.

O artista cabo-verdiano mereceu menção especial pelo Banco Mundial (Estados Unidos da América), Banco Nacional Ultramarino-BNU (Macau), Museu Afro Brasil (São Paulo, Brasil), Governo Regional dos Açores (Portugal), Presidência da República de Cabo Verde, Embaixada de Cabo Verde em Lisboa e pelo Conselho das Comunidades Étnicas de Vitória (Austrália).

DR/HF

Inforpress/Fim

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