Portugal: Estudantes cabo-verdiano no IPP terminam licenciaturas e instituição quer acolher mais  

Portalegre, 30 Abr (Inforpress) – Um grupo de 17, dos 117, estudantes cabo-verdianos que estudam no Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) terminam, este ano lectivo, as suas licenciaturas, numa altura em que a instituição mostra abertura para acolher mais estudantes de Cabo Verde. 

Essa abertura resulta de um protocolo existente entre o IPP e a Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES), desde 2018, em que os primeiros licenciados que saem este ano participaram hoje na cerimónia de “Queima das Fitas”, no âmbito da Semana Académica de Portalegre, que contou com a presença do director-geral do Ensino Superior, Aquilino Varela. 

Em declarações à Inforpress à margem da cerimónia, o presidente do IPP, Luís Loures, explicou que no primeiro ano da vigência do protocolo receberam um contingente de 18 alunos cabo-verdianos, no ano seguinte 40, depois 45 e hoje são 117, com “indicações positivas”, sentindo-se “bem acolhidos e bem acompanhados”. 

“Temos aumentado sempre o número de vagas para estudantes cabo-verdianos, porque o protocolo tem dado bons resultados. O facto de termos o protocolo directamente com a DGES facilita muito e por estarmos sempre preocupados com a responsabilidade social, quando alguma coisa corre menos bem, precisamos ter um interlocutor melhor que nos ajude a resolver os problemas dos estudantes”, disse. 

Segundo Luís Loures, o facto de o instituto acolher muitos estudantes cabo-verdianos em cursos de engenharias e energias renováveis, sendo que uma turma inteira que termina este ano a licenciatura em Engenharia de Produção de Biocombustíveis é de alunos de Cabo Verde, é porque o IPP sempre quer apoiar áreas emergentes e que dê contributo positivo para o desenvolvimento do País. 

“Esse protocolo com a DGES tem sido importante para o sucesso dessa parceria e vamos alargar com um protocolo tripartido com empresas cabo-verdianas, para que esses estudantes que estão agora a terminar as suas licenciaturas possam regressar a Cabo Verde com um emprego garantido e contribuir positivamente para o processo de desenvolvimento do País”, frisou. 

A assinatura do protocolo tripartido foi confirmada pelo director-geral do Ensino Superior, Aquilino Varela, indicando que as empresas são a Electra e o Centro de Energias Renováveis e Manutenção Industrial (CERMI), considerando que os profissionais em áreas de energias renováveis “fazem muita falta” ao País. 

“As funções da DGES não cessam com garantir o acesso dos alunos ao ensino superior, mas também temos de nos preocuparmos com o mercado de trabalho”, considerou, sublinhando que é a “primeira vez que Cabo Verde tem um contingente específico a sair de uma área altamente estratégica para o desenvolvimento do País, que é a de energias renováveis [Engenharia de Produção de Biocombustíveis]”, acreditando que “vão dar um grande contributo”. 

Já os estudantes cabo-verdianos que hoje são finalistas, manifestaram a sua felicidade em terminar mais uma etapa e com intenção de regressar a Cabo Verde para dar o seu contributo no desenvolvimento do arquipélago, sobretudo em energias renováveis. 

O Politécnico de Portalegre é uma instituição pública de ensino superior portuguesa que integra a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS-IPPortalegre), a Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG-IPPortalegre), a Escola Superior de Saúde (ESS-IPPortalegre), em Portalegre, e a Escola Superior Agrária(ESAE-IPPortalegre), em Elvas. 

DR/HF 

Inforpress/Fim 

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