Portonovenses esperam pela redução das tarifas de água dessalinizada nos primeiros meses de 2020

Porto Novo, 27 Jan (Inforpress) – A redução das tarifas de água dessalinizada praticadas, desde 2014, na cidade do Porto Novo, em Santo Antão, consideradas “as mais elevadas” em Cabo Verde, está entre as principais aspirações dos porto-novenses para este ano de 2020.

Os consumidores lembram que “há vários anos” esperam pela redução do preço de água dessalinizada no Porto Novo, mas dizem acreditar que, já nos primeiros meses deste ano, a Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME) procederá à revisão das tarifas, consideradas pelas próprias autoridades municipais, “as mais elevadas” no arquipélago.

A edilidade portonovense, por diversas ocasiões, queixou-se, igualmente, do facto de a água consumida nesta urbe, que é de “boa qualidade”, ser “a mais cara” do país, uma situação que, entende, deverá ser resolvida pela regulação.

Em 2014, a entidade reguladora procedeu à redução, em 15 por cento (%), das tarifas de água dessalinizada no Porto Novo, mas, mesmo assim, os consumidores continuaram a reclamar do “elevado preço” da água potável, neste município.

Em relação ao consumo doméstico, o preço varia entre 281 escudos e 550 escudos por metro cúbico, mas para indústria, comércio e turismo, as tarifas estão fixadas, respectivamente, a 484 escudos, 505 escudos e 627 escudos por tonelada, preço considerado, também, “muito elevado” pelos operadores económicos.

A APN definiu como um dos “desafios” a aposta nas energias renováveis como forma de reduzir os custos de produção, com impacto, também, na diminuição do preço de água dessalinizada.

Segundo a ARME, há necessidade, efectivamente, de se proceder à revisão das tarifas de água dessalinizada no município do Porto Novo, que não são revistas há já alguns anos.

A actualização das tarifas de água dessalinizada no Porto Novo e a sustentabilidade do sistema de produção de água dessalinizada têm sido, de resto, temas de alguns encontros entre a ARME, a câmara municipal, a Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANAS) e a empresa produtora, Águas do Porto Novo (APN).

Conforme essa agência de regulação, Porto Novo tem “características muito especiais” em relação ao abastecimento de água, com perdas na rede à volta dos 50 por cento (%), facto que cria problemas de sustentabilidade do sistema de produção e tem impacto a nível das tarifas.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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