Porto Novo: Sonho da biblioteca municipal adiado – edilidade aposta na abertura de uma sala de leitura

Porto Novo, 31 Out (Inforpress) – O sonho dos portonovenses de terem uma biblioteca municipal continua adiado, mas a Câmara Municipal do Porto Novo anunciou a instalação de uma sala de leitura para amenizar a falta da biblioteca, aguardada há quase 30 anos.

A criação da sala de leitura, que vai funcionar na antiga residência oficial, que acaba de ser recuperada para, também, receber o centro do turismo, foi anunciada, terça-feira, pelo vereador da cultura da edilidade portonovense, durante o acto de lançamento, no Porto Novo, da obra Chiquinho, de Baltazar Lopes, da colecção “os clássicos” da literatura cabo-verdiana.

A abertura da sala de leitura faz parte de uma série de projectos que a autarquia do Porto Novo pretende realizar, em parceria com o Governo, a partir de Janeiro, estimado em 16 mil contos.

Outro projecto anunciado por Nilson Santos tem a ver com a criação da “Rota dos Flagelados do Vento Leste”, de Manuel Lopes, obra que faz referência ao município do Porto Novo.

Entretanto, o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC) tem estado a incentivar os municípios, incluindo Porto Novo, a criarem, nos próximos anos, a suas bibliotecas municipais, no quadro de um projecto que visa apoiar as autarquias com kit formado por 100 títulos.

A câmara do Porto Novo admite que a criação da biblioteca municipal constitui “um grande desígnio” dos porto-novenses que, mesmo sendo adiado desde os anos 90, continua nos planos do executivo camarário, que espera contar com o apoio do MCIC.

Os terrenos onde, desde 1992, estava a ser edificada a biblioteca municipal do Porto Novo foram alienados pela anterior gestão camarária, medida que surpreendeu os munícipes que, insistentemente, vinham reclamando a conclusão das obras.

A edilidade confirmou à Inforpress que “infelizmente”, os terrenos onde estava a ser construída a biblioteca municipal já não pertencem à câmara municipal.

Os terrenos terão sido vendidos a um grupo de privados, no valor de cinco mil contos, que pretende erguer no local um projecto turístico e de diversão nocturna.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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