Porto Novo: Situação social nos Planaltos Norte e Leste merece “atenção redobrada” das autoridades municipais – edil

Porto Novo, 21 Mar (Inforpress) – A situação nos Planalto Norte e Leste do Porto Novo, Santo Antão, cuja maior parte das populações encontra-se em situação de vulnerabilidade, devido, sobretudo, à seca, preocupa as autoridades locais, que prometem “atenção redobrada” a essas localidades.

O presidente da Câmara Municipal do Porto Novo explica que a sua edilidade preocupa com os problemas de todas as comunidades, mas há “determinadas localidades” que, pela sua “situação social particular”, sobretudo neste ano de estiagem, merecem “uma atenção redobrada” da sua edilidade.

Além dos Planaltos Norte e Leste, Anibal Fonseca destaca ainda Monte Trigo, zona piscatória, cuja população vive ainda isolada do resto do município do Porto Novo, onde o desemprego, sobretudo nas mulheres, constitui uma inquietação.

Perto de 360 famílias no município Porto Novo encontram-se, actualmente, em situação de vulnerabilidade, marcadas, sobretudo, pela escassez de alimentos e penúria de água, problemas que estão, porém, a ser amenizados com medidas de mitigação da seca.

Porto Novo, com uma taxa de pobreza de 51%, enfrenta um dos piores anos de seca, com forte impacto na vida das populações, o que coloca em risco a segurança alimentar de, pelo menos, 357 famílias (1.534 pessoas), residentes predominantemente nos Planaltos Norte e Leste, segundo dados avançados pela autarquia.

Graças ao programa de emergência para a mitigação dos efeitos da seca, estimado em 80 mil contos, medidas estão a ser tomadas, principalmente a nível de criação de empregos e salvamento do gado, com vista a atenuar a situação difícil das famílias.

Estima-se que 80% das famílias está a ser afectada pela seca que assola este município, onde 62% da população rural vive da pecuária e de agricultura de sequeiro.

No caso do Planalto Norte, a câmara do Porto Novo mobilizou já, através dos seus parceiros, 45 mil contos para resolver, definitivamente, até Dezembro, o problema de água nessa zona, que, dentro de quatro meses, terá também luz eléctrica durante 24 horas/dia.

JM/JMV

Inforpress/fim

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