Porto Novo: Seca que fustiga Planalto Norte afecta produção do queijo curado mas produtor consegue atender à demanda

Porto Novo, 16 Abr (Inforpress) – A seca que afecta, há dois anos consecutivos, o Planalto Norte do Porto Novo, Santo Antão, está a afectar a produção do queijo curado, mas o produtor garante que, mesmo assim, está a conseguir responder à procura.

António Lima, único produtor do queijo curado nessa zona, considerada o “rosto da seca” em Santo Antão, disse à Inforpress que a falta de chuva nesses anos “afecta e muito” a produção, mas tem feito “os possíveis” para atender à demanda cada vez mais crescente desse produto, já comercializado em quase todo o território nacional.

“É claro que afecta, mas temos feito os possíveis para atender aos pedidos”, sublinhou António Lima, informando que essa situação de seca, a mais difícil dos últimos dez anos, não tem permitido, porém, a expansão do mercado.

Mesmo enfrentando os constrangimentos advenientes da seca, o produtor está à procura de parcerias para melhorar a unidade de produção, sobretudo a nível de equipamentos e das condições de ordenha.

A mesma fonte, que desenvolve essa actividade há quatro anos, consegue fabricar, diariamente, 15 queijos curados, produto já muito procurado a nível nacional e cuja qualidade foi reconhecida pelas instituições nacionais e internacionais, como é o caso da Fundação Slow Food, em Itália.

Este queijo está, também, a suscitar o interesse de uma empresa suíça vocacionada para a produção e comercialização de queijos.

António Lima confirmou que já houve um primeiro contacto dessa empresa, mas, a seu ver, faltam ainda muitos investimentos para a exportação deste queijo, que depende, também, da sua certificação.

O Planalto Norte do Porto Novo é, também, conhecido pelo queijo fresco que produz artesanalmente, o qual recebeu, em 2007, a chancela de património mundial do gosto.

Trata-se de uma distinção atribuída pela Fundação Slow Food, a mesma organização que, em 2017, galardoou este queijo, produzido por 30 criadores, com a medalha “Slow Cheese Award”.

Tanto o queijo fresco, como o curado, todos “made in” Planalto Norte  estão “entre os melhores do mundo”, segundo António Lima, lembrando que ambos têm marcado presença em eventos internacionais, com destaque para a feira mundial do gosto, que se realiza, anualmente, em Itália.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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