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Porto Novo: Seca pode obrigar criadores de gado a reduzir efectivo pecuário

 

Porto Novo, 27 Out (Inforpress) – Os criadores de gado no Porto Novo ponderam a possibilidade de “desfazer” de uma parte do efectivo pecuário, que rondará os 14 mil cabeças de gado, devido à situação de seca que fustiga este concelho santantonense.

Vários criadores, mesmo depois do anúncio das medidas do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) para o salvamento do gado, dizem encarar, “seriamente”, a hipótese de vir a vender parte dos seus animais, tendo em conta a falta de pasto e de água, decorrente do mais um ano de seca.

Porto Novo receberá, no âmbito do plano de emergência de salvamento de gado e de mitigação da seca, anunciado pelo Governo, uma verba superior a 150 mil contos para “amenizar” os efeitos do mau ano agrícola, neste concelho.

O plano, que arranca a partir de Novembro, com uma vigência de 14 meses, tem como prioridade o salvamento do gado neste concelho, onde a actividade pecuária tem um peso grande na economia das famílias, segundo o MAA.

Segundo o delgado do MAA no Porto Novo, Joel Barros, o Governo, com este plano, além de disponibilizar água para o gado, vai ainda colocar à disposição dos criadores ração (sêmea, milho) “a um preço acessível” para que possam salvar os seus animais.

A Associação dos Criadores de Gado do Porto Novo avisou que, além da carência de pasto, há também penúria de água para gado, dificuldades que, mesmo com o plano do Governo, vão obrigar os criadores a venderem, ao desbarato, parte do seu efectivo, já que nem todos têm a possibilidade de comparar a ração.

O representante dos criadores no Planalto Norte, Irineu da Luz, informou que a situação do efectivo pecuário nessa localidade “preocupa bastante” pelo que o MAA deve avançar, rapidamente, com o plano de emergência, uma vez que há, nesta altura, criadores com sérias dificuldades para manter os seus animais.

As autoridades municipais admitem que, nesta altura, há “um desalento muito grande” no seio das populações, devido à “perda total” da produção a nível do sequeiro e à carência de pasto para o gado.

JM/CP

Inforpress/Fim

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