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Porto Novo: SARAI ajuda agricultores na recuperação do potencial agrícola de diferentes vales

 

Porto Novo, 31  Mai (Inforpress) – A organização não-governamental espanhola SARAI, que actua em Cabo Verde desde 2009, está disposta a ajudar os agricultores no Porto Novo, Santo Antão, a recuperarem todo o potencial agrícola dos diferentes vales, que se perdeu com uso de agro-tóxicos.

O uso de produtos químicos, como pesticidas, na agricultura fez com que muitos vales agrícolas no Porto Novo perdessem parte importante do seu potencial agrícola, devido à destruição dos recursos naturais.

É o caso, por exemplo, do vale da Ribeira da Cruz, onde, segundo Edivaldo Neves, representante dos agricultores, o uso incorrecto dos agro-tóxicos acabaram por “queimar” parte importante dos terrenos agrícolas, nessa zona.

A ONG espanhola pretende, através de formação, capacitar os agricultores  sobre o uso correcto de fertilizantes e controle de pragas, como forma de se recuperar todo a capacidade produtiva dos vales.

Ribeira da Cruz, segundo o técnico de SARAI, Alberto Santis, se desenvolveu muito mas os terrenos não produzem o suficiente, pelo que a ideia é ajudar os agricultores a recuperar o potencial agrícola dessa zona.

Para isso, SARAI está a ministrar uma formação sobre a produção agro-ecológica, destinada aos agricultores, que se debruça sobre o uso correcto de fertilizantes e controle de pragas, mas, também, sobre a produção, pós-colheita, tratamento e comercialização dos produtos agrícolas.

Alberto Santis explica que é ideia dessa formação, que se insere num projecto integrado para os vales agrícolas da Ribeira da Cruz, Martiene e Chã de Norte, é dotar os agricultores de conhecimentos que lhes permitam produzir de forma inteligente, conservando os recursos naturais.

Nesta primeira fase, a acção de formação abarca os agricultores em Chã de Norte.

Ivanildo Santos, representante dos agricultores dessa localidade, enaltece a importância dessa formação que, a seu ver, vai permitir aos lavradores desenvolverem a sua actividade de forma mais correcta, ou seja, praticarem a agricultura sem por em causa os recursos naturais e o ambiente.

Depois da formação, que termina esta quarta-feira, os agricultores em Chã de Norte  vão ter a consciência de que a utilização de produtos tóxicos para combater pragas não compensa, avançou.

A formação sobre agro-ecologia realiza-se no quadro de um projecto integrado, co-financiado pelo GEF (Fundo do Ambiente), que abarca ainda a instalação de um centro de tratamento, conservação e comercialização dos produtos agrícolas em Ribeira da Cruz, Martiene e Chã de Norte.

O projecto, cujo financiamento ultrapassa os 80 mil dólares, alem do GEF, conta ainda com a parceria do Ministério da Agricultura e Ambiente, Câmara Municipal do Porto Novo, Agência do Desenvolvimento Empresarial e Inovação e do SARAI, que actua na produção agro-ecológica.

JM/CP

Inforpress/Fim

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