Porto Novo: ADIRP garante que mobilização de água é um dos investimentos identificados para o vale da Ribeira das Patas

Porto Novo, 18 Jul (Inforpress) – A mobilização de água é um dos investimentos já identificados para Ribeira das Patas, Porto Novo, Santo Antão, no quadro do projecto de reordenamento desta bacia hidrográfica, que começa a ser implementado a partir de 2023.

O presidente da Associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas (ADIRP, Arlindo Delgado, informou que se está na fase de priorização dos investimentos e que a mobilização de água foi já identificada como sendo “um dos investimentos prioritários” para este vale.

O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) já informou que o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) são os parceiros deste ministério no reordenamento das bacias hidrográficas na ilha de Santo Antão.

No caso da Ribeira das Patas, o projecto vai ser implementado através de um pacote a cargo da FAO, co-financiado pelo GEF (Fundo Global para o Meio Ambiente), do qual faz parte ainda a bacia da Garça, na Ribeira Grande de Santo Antão, segundo uma nota a que a Inforpress teve acesso.

Ribeira das Patas é “a face mais visível das alterações climáticas” no concelho do Porto Novo, onde a seca dos últimos anos está a ter “efeitos dramáticos” na redução do caudal das nascentes, admite o próprio MAA.

O delegado deste ministério no Porto Novo, Joel Barros, disse à Inforpress que a seca que se faz sentir, há quase cinco anos, neste concelho está a ter “efeitos dramáticos” do ponto de vista do sector agrícola na bacia da Ribeira das Patas.

Nas três maiores bacias hidrográficas no Porto Novo (Ribeira das Patas, Tarrafal de Monte Trigo e Alto Mira) a actividade agrícola depende da água de nascentes, que estão a ser afectadas pela falta de chuvas.

Ribeira das Patas, onde as nascentes reduziram drasticamente” o caudal nos últimos anos, é o caso que suscita “maior preocupação”, segundo o delegado do MAA no Porto Novo.

Joel Barros explicou à Inforpress que, em relação a Alto Mira e Tarrafal de Monte Trigo, “os agricultores vão aguentando”, mas já no caso da Ribeira das Patas “a seca está a reduzir drasticamente o caudal das nascentes” com “efeitos dramáticos” para a agricultura neste vale.

Este responsável confirmou, porém, que o MAA está a trabalhar com a FAO com vista ao reordenamento desta bacia, cujo projecto tem como prioridade a mobilização de água através de prospeção.

JM/CP

Inforpress/Fim

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