Porto Novo: Recuperação da Ribeira de Carpinteiro é algo que tem de ser feito – parlamentares

Porto Novo, 06 Nov (Inforpress) – A recuperação da Ribeira de Carpinteiro, em Ribeira das Patas, Porto Novo, constitui uma grande preocupação dos agricultores e é “algo que tem de ser feito”, segundo os deputados do MpD, eleitos por Santo Antão.

De visita, segunda-feira, à Ribeira das Patas, os parlamentares do partido no poder, encabeçados por Jorge Santos, presidente da Assembleia Nacional, foram confrontados com a preocupação dos agricultores sobre a degradação acelerada dessa ribeira, onde, a seu ver, “a agricultura está em risco”.

Os agricultores em Ribeira de Carpinteiro, esperam, há seis anos, pelas obras de recuperação dessa zona, que ficou devastada, entre 2010 e 2012, com a extracção desgovernada de inertes que foram utilizados nas obras do porto do Porto Novo.

António da Cruz, porta-voz dos agricultores, explicou que essa zona que ficou desprotegida com a exploração descontrolada de inertes (pedras), está cada vez mais degradada, estando as nascentes a correrem sérios riscos de desaparecer.

“O Governo deveria, pelo menos, construir alguns diques em Carpinteiro, para evitar o desaparecimento da agricultura nessa zona”, pediu este agricultor, durante um encontro com os deputados do MpD, que decorre na companhia do edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca.

Segundo Jorge Santos, há, pelo menos, três anos que essa preocupação tem vindo a ser levantada pelos lavradores, “algo que tem de ser feito”, pela gravidade da situação dessa ribeira.

O parlamentar prometeu “levar” essa “grande preocupação” ao Governo com vista à sua resolução, embora tenha “conhecimento” de um programa na forja pelo Executivo visando a qualificação da Ribeira de Carpinteiro.

Jorge Santos acredita, também, que a recuperação da Ribeira de Carpinteiro estará a ser equacionada no quadro do projecto de reordenamento da bacia hidrográfica da Ribeira das Patas, com início partir de 2019.

Durante as obras de ampliação do caís do Porto Novo, entre 2010 e 2012, foram extraídas grandes quantidades de pedras em Ribeira de Carpinteiro, intervenção que acabou por provocar “danos ambientais gravíssimos” a essa zonza agrícola, segundo os agricultores.

A Câmara Municipal do Porto Novo intentou, nessa altura, uma acção judicial contra o consórcio que executou as obras no porto, exigindo uma indemnização de 60 mil contos, mas acabou por perder o processo, já que as empresas tinham autorização do Governo para proceder à extracção de pedras, no local.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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