Porto Novo: Produtores pedem rapidez na transferência do centro pós-colheita para as instalações portuárias

 

Porto Novo, 03 Out (Inforpress) – Os produtores agrícolas em Santo Antão querem maior rapidez na concretização do processo de deslocalização do centro pós-colheita desta ilha para as instalações do porto do Porto Novo, medida anunciada pelo Governo em meados deste ano.

O centro, construído em 2010, em Água Doce, arredores da cidade do Porto Novo, no quadro do programa Millennium Challenge Account (MCA), fica “muito afastado” do porto, segundo os produtores agrícolas, que desejam celeridade na transferência dessa infra-estrutura para as instalações portuárias, para melhor poder servir a classe.

Em Junho, o Governo anunciou a transferência do centro pós-colheita para a zona portuária, como forma de atender à preocupação dos produtores, que se têm queixado da “má localização” desse espaço.

A Inforpress soube junto do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) que o processo de deslocalização do centro de expurgo está em curso já há algum tempo e que, nos próximos tempos, os agricultores de Santo Antão vão poder tratar os seus produtos dentro do próprio porto.

No quadro do processo de deslocalização do centro, vão ser instalados no porto os equipamentos mínimos que vão permitir efectuar a limpeza, tratamento e embalagem dos excedentes agrícolas, que serão exportados para as outras ilhas.

Os produtores agrícolas santantonenses, desde a operacionalização do centro, em Janeiro de 2013, têm-se queixado da “má localização” dessa infra-estrutura, factor que, no seu entender, tem criado “vários constrangimentos” aos utentes, desde logo o custo do serviço prestado aos agricultores.

O próprio MAA tem admitido que, por causa da sua má localização, o centro pós-colheita de Santo Antão, instalado para contornar o problema do embargo, imposto, desde 1984, aos produtos agrícolas desta ilha, por causa da praga dos mil pés, foi, ao longo desses anos, “sub-utilizado”.

O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, explicou, recentemente, que este centro de expurgo tem “muitas vulnerabilidades” do ponto de vista do tratamento dos produtos que saem de Santo Antão para as outras ilhas.

“Desde logo, a sua localização. Fica afastado do porto e há o problema de custo do serviço prestado aos agricultores”, explicou.

Além de má localização, os custos de funcionamento e os constrangimentos ainda existentes a nível dos transportes marítimos inter-ilhas são outros factores que têm condicionado o funcionamento do centro de expurgo, que representou um investimento na ordem dos 120 mil contos.

Essa infra-estrutura, que tem capacidade para processar quase quatro mil toneladas de produtos agrícolas por ano, só conseguiu tratar, nesses quase cinco anos de funcionamento, apenas 500 toneladas de produtos, que têm sido exportados, sobretudo, para a ilha do Sal.

JM/CP

Inforpress/Fim

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