Porto Novo: Produtores em Martiene apreensivos quanto à próxima safra de batata comum – representante

Porto Novo, 15 Nov (Inforpress) – A próxima safra de batata comum em Martiene, no Porto Novo, “maior produtor” deste tubérculo em todo o arquipélago, com uma produção anual de mais de mil toneladas, pode estar comprometida, para apreensão dos agricultares.

Em causa está, segundo o representante dos produtores, António Lima, o facto de cerca de 40 agricultores em Martiene estarem a enfrentar “sérias dificuldades” para proceder à ligação do furo dessa localidade à rede pública de electricidade, a cargo da Empresa de Electricidade e Água (Electra).

Este representante admite que, caso não se consiga ligar, atempadamente, o furo à rede pública de electricidade, a produção da batata comum nessa zona pode estar comprometida, já que, para complicar ainda mais a situação, o sistema de bombagem da nascente de Escravoerinhos está avariado, há já algum tempo.

António Lima explicou à Inforpress que está a ser “complicado” atender às exigências da Electra para ligar o sistema de bombagem furo à rede publica de electricidade, situação que começa a preocupar os produtores.

O furo é equipado com um sistema foto voltaico, mas, nesta altura do ano, o sol faz-se, com alguma raridade em Martiene, daí a necessidade, avançou, de se ligar esse furo à rede eléctrica, intervenção para a qual os agricultores terão de pagar quase 150 contos.

Segundo António Lima, a situação começa a ficar “preocupante”, porque as sementeiras vão iniciar nos princípios de Dezembro, estando essa situação a condicionar os produtores que não estão dispostos a arriscar, ante as dificuldades em termos de disponibilidade de água.

É que, além disso, o sistema de bombagem da nascente de Escravoerinhos sofreu uma avaria já há algum tempo, informou ainda este agricultor, que antevê, caso a situação se mantenha, uma redução, este ano, da produção para mais de metade.

Também, em Chã de Norte, onde se produz muita batata (comum e doce), os agricultores estão aflitos, já que o sistema de bombagem do furo local está, há três meses, avariado, mas o Ministério da Agricultura e Ambiente garante a resolução do problema ainda neste mês de Novembro.

Também, em Morro Cavalo (Ribeira da Cruz), onde se produz batata comum, os cerca de 40 agricultores locais queixam-se da pouca disponibilidade de água, além do custo que é “elevado”, avançam.

Mais tranquilos parecem estar estão os agricultores em Morro Cavalo (Ribeira da Cruz), Casa de Meio e Ribeira dos Bodes, outras zonas onde se produz, igualmente, muita batata comum, já que não existem “constrangimentos de maior” quanto á disponibilidade de água.

JM/AA

Inforpress/Fim

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