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Porto Novo: Produtores do queijo do Planalto Norte preocupados com a “confusão” à volta do prémio conquistado em Itália

 

Porto Novo, 26 Out (Inforpress) – Os produtores do queijo tradicional do Planalto Norte do Porto Novo, Santo Antão, que se faz através de leite de cabra cru, esclareceram hoje que prémio conquistado, em Setembro, em Itália, “não tem nada a ver com o queijo curado”.

O presidente da cooperativa dos produtores da montanha, que tem marcado presença da feira mundial do gosto em Itália, promovida pela Fundação Slow Food, diz-se preocupado com “alguma confusão” que se está afazer a propósito do galardão “Slow Cheese Award”, que foi conquistado pelo queijo tradicional do Planalto Norte.

“O premio foi atribuído ao nosso queijo, que é feito de leite de cabra cru, e não ao queijo curado que começou a ser produzido recentemente por um criador”, explicou Irineu da Luz, admitindo que esta situação pode criar ruídos junto da Fundação Slow Food, que, em 2007, atribuiu ao queijo tradicional do Planalto Norte a chancela de património mundial do gosto, o único produto em Cabo Verde com este selo.

A preocupação dos produtores da montanha surge a um mês da visita de uma delegação da Fundação Slow Food e do governo da região de Piemonte a Porto Novo para, na sequência do prémio conquistado, analisar com os criadores, com os serviços do Ministério da Agricultura e com os responsáveis municipais as áreas de cooperação futura.

De 15 a 20 de Setembro, o queijo tradicional do Planalto Norte do Porto Novo esteve presente, pela quarta vez consecutiva, na Itália, na feira mundial do gosto, numa organização da Fundação Slow Food e governo de Piemonte, certame que destacou este queijo santantonense como sendo “um dos melhores do mundo”.

A cooperativa dos produtores da montanha do Planalto Norte foi um dos cinco participantes nesse evento reconhecidos pela Fundação Slow Food e pelas autoridades italianas com o prémio “Slow Cheese Award”, atribuído de dois em dois anos, desde 2011.

Além do Planalto Norte, onde existem 20 produtores do queijo tradicional, foram ainda homenageados ainda queijeiros dos Estados Unidos da América, da Geórgia e de Itália.

A distinção é concedida aos artesãos e pastores que rejeitam atalhos e continuam a produzir os seus produtos respeitando a sua naturalidade, tradições e sabores.

JM/JMV

Inforpress/Fim

 

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