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Porto Novo: Produtores agricultores apostam na transformação para contornar problema do embargo

Porto Novo, 08 Dez (Inforpress) – Muitos produtores agrícolas no concelho do Porto Novo estão a apostar na transformação como forma de contornar o embargo imposto, há 35 anos, aos produtos agrícolas na ilha de Santo Antão.

Os produtores pretendem, com a aposta na transformação dos produtos, conquistar os mercados turísticos nacionais, apesar dos constrangimentos relativos aos transportes marítimos inter-ilhas, que têm condicionado o escoamento dos produtos.

A falta de mercado, por causa do embargo e das dificuldades a nível do transporte para as ilhas turísticas do Sal e Boa Vista, obriga os agricultores a apostarem na transformação.

Em Ribeira da Cruz, onde já existem um entreposto agrícola para tratamento dos produtos, é intenção dos agricultores enveredar para a transformação dos produtos locais e o engarrafamento do grogue.

Em Ribeira dos Bodes, as famílias que praticam a agricultura nessa localidade pretendem, também, apostar na transformação dos produtos agrícolas, com o apoio da associação de desenvolvimento dessa localidade.

Em Lajedos e Ribeira das Patas surgem, igualmente, projectos sobre a transformação de produtos agrícolas para o mercado turístico nacional.

Agricultores de outros vales agrícolas, como Alto Mira e Tarrafal de Monte Trigo, estão, igualmente, a investir na transformação dos produtos agrícolas.

No quadro do orçamento do Estado (OE) para 2020, é propósito do Governo conceder incentivos fiscais e bonificação de juros aos agricultores em Santo Antão que queiram recorrer a créditos bancários para projectos ligados à transformação de produtos agrícolas.

O propósito é incentivar os produtores a apostarem na transformação como forma de “driblar” o embargo decretado, em 1984, aos excedentes agrícolas de Santo Antão.

O Governo já informou que não pretende levantar o embargo, mas garante a retoma das investigações sobre a praga dos mil-pés, no quadro da cooperação com China, e incentivo aos agricultores que queiram apostar na transformação.

Entretanto, a vida dos produtores pode ficar facilitada com a construção, em 2020, de um centro de transformação agro-industrial, que, além de tratamento e conservação, ocupar-se-á ainda de transformação e certificação de produtos, projecto a cargo da empresa Aquasun Energia e Água.

JM/JMV

Inforpress/Fim

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