Porto Novo: Produtores agrícolas pedem aumento das viagens marítimas para ilhas turísticas para aumentar exportação

 

Porto Novo, 12 Ago (Inforpress) – Os produtores agrícolas no Porto Novo, Santo Antão, têm estado a defender o aumento das viagens marítimas para as ilhas do Sal e Boa Vista, com vista a aumentar a exportação dos produtos para esses mercados turísticos emergentes.

Os produtores consideram “insuficiente” uma única viagem marítima semanal, efectuada por um navio privado, à ilha do Sal, facto que, no entender dos agricultores, tem condicionado o envio dos excedentes agrícolas para essa ilha.

Nesses quase cinco anos de funcionamento do centro de inspecção, tratamento e embalagem de produtos agrícola de Santo Antão, foram exportados para o Sal e Boa Vista cerca de 500 toneladas de produtos, quantidade que fica muito aquém do desejado pelos agricultores.

Segundo os agricultores, o aumento da exportação dos produtos agrícolas para Sal e Boa Vista fica sempre condicionado pelos transportes marítimos para as duas ilhas.

Jailson Neves, um dos produtores agrícolas em Santo Antão, pensa que uma viagem semanal à ilha do Sal é, manifestamente, insuficiente e “dificulta muito” a vida dos agricultores.

Em relação à Boa Vista, desde 2015, os produtos de Santo Antão não chegam à essa ilha devido à falta de transporte.

“Há apenas uma viagem semanal para a ilha do Sal. Muitas vezes ficamos duas semanas à espera”, explicou este agricultor, para quem o mercado é um grande desafio que se coloca, neste momento, à agricultura em Santo Antão.

Uma outra situação que tem dificultado muito o escoamento dos excedentes de Santo Antão para as ilhas turísticas prende-se com a localização do centro de inspecção, tratamento e embalagem de produtos desta ilha, que fica afastado do porto, no Porto Novo.

A propósito, o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) anunciou a deslocalização, dentro de pouco,  do centro para as instalações portuárias.

A direcção do centro de inspecção, tratamento e embalagem de produtos de Santo Antão, que fica nos arredores da cidade do Porto Novo, admite que os constrangimentos ligados aos transportes marítimas inter-ilhas têm condicionado, efectivamente, o funcionamento desta infra-estrutura.

O centro de expurgo trabalha mediante a ligação marítima para as ilhas do Sal e Boa Vista, onde devem ser colocados os excedentes agrícolas de Santo Antão, e o facto de existir apenas uma ligação semanal acaba por criar alguns sobressaltos ao próprio funcionamento desse espaço.

JM/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos