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Porto Novo: Produção de citrinos na Ribeira das Patas “aquém das expectativas” – associações

Porto Novo, 16 Nov (Inforpress) – A produção de laranja e limão no vale agrícola da Ribeira das Patas, no concelho do Porto Novo, Santo Antão, ficou, este ano, “aquém das expectativas” devido à seca, mas também à praga dos citrinos.

A Associação dos Agricultores da Ribeira das Patas, um dos vales onde mais se cultivam citrinos em Cabo Verde, explica que, este ano, foi detectada neste vale, o mais extenso do concelho do Porto Novo, uma praga que “condicionou, sobremaneira, a produção”.

Muitos produtores anteciparam, este ano, a colheita sem o amadurecimento desejado destas frutas, com prejuízos nas vendas, já que “não houve o necessário sancionamento”, explicou o representante da associação local dos agricultores, Celso Santos.

Também, a Associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas (ADIRP) confirma que, em 2021, a produção tanto da laranja, como de limão, foi “fraca”, facto se deve a pragas, que este ano atacaram as laranjeiras e limoeiros, mas, igualmente, à seca que afecta esta zona agrícola.

“A colheita teve lugar em Setembro e Outubro, mas notou-se que a produção ficou, de facto, aquém das expectativas”, sublinha o representante da ADIRP, Arlindo Delgado, segundo o qual cultivam-se na Ribeira das Patas dois tipos de limão: limão taiti e limão francesa, conhecida por “limão da terra”.

Os agricultores no Porto Novo desejam “a rápida instalação” do pólo da Universidade Técnica do Atlântico (UTA) na ilha de Santo Antão, que, a seu ver, trará “conhecimento técnico e científico” à ilha, designadamente sobre como lidar com as pragas.

Conforme os agricultores, Santo Antão necessita de especialistas em pragas (mil-pés e não só) para ajudar os lavradores, mas também precisa de técnicos em novas técnicas de irrigação, de produção, de engenharia rural e de mobilização da água.

Acreditam, por isso, que a instalação do Instituto Superior das Ciências e Tecnologias Agrárias de Santo Antão, no quadro da UTA, trará “conhecimento técnico” à ilha, que ajude os agricultores a “qualificar” a agricultura local.

JM/CP

Inforpress/Fim

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