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Porto Novo: Problema ambiental “gravíssimo” em Ribeira Carpinteiro resolvido a partir de 2019

Porto Novo, 24 Abr (Inforpress) – O problema ambiental que afecta Ribeira de Carpinteiro, no Porto Novo, Santo Antão, considerado “gravíssimo” pelos agricultores, poderá ser resolvido a partir de 2019, com o início do projecto de reordenamento da bacia hidrográfica da Ribeira das Patas.

Ribeira das Patas é uma das três bacias hidrográficas em Santo Antão que começam, a partir do próximo ano, a ser reordenadas, cujos projectos vão privilegiar, entre obras intervenções, a conservação dos solos e a mobilização de água.

Durante as obras de ampliação do porto do Porto Novo, concluídas em 2012, foi extraída grande quantidade de pedras em Ribeira de Carpinteiro, em Lagoa da Ribeira das Patas, onde a actividade agrícola quase desapareceu nesses anos, devido a danos provocados nas nascentes e nos terrenos agrícolas.

Segundo os agricultores, com a extracção de inertes, essa ribeira ficou desprotegida e com as cheias ocorridas em Santo Antão, sobretudo em 2015 e 2016, essa zona agrícola foi muito devastada, já que não se fez, atempadamente, as obras de correcção torrencial e de protecção das nascentes.

João Lima, representante dos agricultores, lembra que “há, praticamente, seis anos” que se aguarda pela realização das intervenções em Ribeira de Carpinteiro, onde a agricultura conheceu, nesses anos, “um forte declínio”, devido a danos nas nascentes e nas propriedades agrícolas.

No quadro do reordenamento da bacia hidrográfica da Ribeira das Patas, o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) prevê realizar “intervenções de fundo” em Ribeira de Carpinteiro, devastada com a extracção desenfreada de inertes, utilizados nas obras do porto do Porto Novo, entre 2010 e 2012.

O presidente da Associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas (ADIRP), Arlindo Delgado, tem estado, também, a alertar para o “problema ambiental gravíssimo” que afecta a Ribeira de Carpinteiro.

“Estamos perante um problema ambiental gravíssimo”, realçou este responsável, lembrando que nesse sítio foi extraída “grande quantidade de pedras” que atenuava o impacto das enxurradas e ajudavam na retenção da água de escorrimento superficial.

O MAA tem estado a realizar intervenções pontuais em Ribeira de Carpinteiro a nível de protecção das nascentes e das canalizações.

Além da Ribeira das Patas, o Governo pretende reordenar ainda as bacias hidrográficas de Jorge Luís/Ribeira da Cruz, também no Porto Novo, e Garça, em Ribeira Grande, num investimento que a curto, médio e longo prazo, ultrapassará os quatro milhões de contos.

O reordenamento dessas bacias, cujos estudos foram apresentados semana passada, começa em 2019, prologando-se até 2035, com a realização de projectos, sobretudo, na mobilização de água e conservação de solos.

JM/CP

Inforpress/fim

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