Porto Novo: Presidente da ADIRP alerta para “problema ambiental gravíssimo” na Ribeira de Carpinteiro

 

Porto Novo, 01 Jun (Inforpress) – O presidente da Associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas (ADIRP), interior do Porto Novo, alertou hoje para aquilo que considera “um problema ambiental gravíssimo” na Ribeira de Carpinteiro, devastada pela extracção desenfreada de inertes.

Arlindo Delgado avançou à imprensa que quem conhecia antes Ribeira de Carpinteiro pode constatar, facilmente, que essa zona agrícola ficou muito afectada com a extracção de pedras utilizadas nas obras de ampliação do porto, no Porto Novo, em 2012.

“Estamos perante um problema ambiental gravíssimo. Quem conhecia antes Ribeira de Carpinteiro pode ver a diferença. Foi extraída grande quantidade de pedras que atenuavam o impacto das enxurradas e ajudavam na retenção da água de escorrimento superficial”, explicou.

Arlindo Delgado suplicou a intervenção do Estado na correcção torrencial nessa ribeira, onde, alertou, as três nascentes correm sérios riscos de desaparecer e os terrenos agrícolas tem vindo a ser devastados.

Defendeu a recuperação das nascentes, a construção de diques de retenção e muros de protecção dos terrenos e habitações nessa ribeira, que ficou desguarnecida coma extracção sem controle de inertes por parte do consórcio luso-cabo-verdiano, que executou as obras do porto.

A situação em que se encontra a Ribeira de Carpinteiro está a tornar-se “um caso muito sério” do ponto vista ambiental, alertou também os agricultores que têm assistido, nos últimos anos, à destruição, pelas enxurradas, das suas parcelas e das infra-estruturas hidráulicas, consequência da extracção desregrada de inertes nessa ribeira.

Segundo João Lima, representante dos agricultores, há quatro anos que as famílias têm vindo a aguardar pela recuperação dos terrenos e das três nascentes destruídos, mas também pelas obras de correcção torrencial e de protecção dessa ribeira.

O Ministério da Agricultura e Ambiente já prometeu intervir nessa ribeira no quadro do reordenamento da bacia da Ribeira das Patas, cujos estudos decorrem desde Janeiro deste ano, devendo ficar concluídos até Dezembro.

Saliente-se que a Câmara Municipal do Porto novo chegou a intentar uma acção judicial contra o consórcio luso-cabo-verdiano, reclamando uma indemnização de 60 mil contos pelos danos ambientais causados à essa zona e ao município, mas acabou por perder a acção.

JM/CP

Inforpress/Fim

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