Porto Novo/Pozolanas: Porto-novenses com “grande expectativa” à volta da retoma da indústria

Porto Novo, 17 Jul (Inforpress) – Os porto-novenses aguardam com “grande expectativa” a retoma da indústria cimenteira no município do Porto Novo, em Santo Antão, que está paralisada há quase uma década, pelo impacto que esta actividade terá a nível do emprego.

A Inforpress conversou com os munícipes, que dizem esperar que o Governo concretize a decisão de relançar a produção do cimento pozolânico no Porto Novo, que está parada desde Agosto de 2013, quando foi encerrada a unidade fabril, a cargo de um investidor privado.

“O presidente da câmara municipal, Aníbal Fonseca, já disse que, ainda neste mês de Julho, tudo poderá ficar clarificado. Esperemos que assim seja, porque estamos a aguardar com grande expectativa a retoma da fábrica de pozolanas, que dará muito emprego”, disse o munícipe Odair Silva.

Igualmente, o porto-novense João Fonseca disse esperar “com muita expectativa” a reabertura da cimenteira, que, a seu ver, “pode contribuir muito” para o desenvolvimento económico do concelho do Porto Novo.

Já o munícipe António Fonseca disse esperar, também, que “o Governo cumpra a sua palavra” e crie condições para a retoma desta indústria em Santo Antão, uma actividade que, lembrou, “já deu muito” para esta ilha, que produz pozolanas desde os anos 40.

“Temos uma pozolana de qualidade. Está provado. O que falta é investimento nesta indústria que pode dar muito a Porto Novo”, avançou a munícipe Isabel Silva.

O edil do Porto Novo disse à Inforpress ter a garantia do Governo de que ainda neste mês de Julho “tudo ficará clarificado” em relação à retoma da indústria cimenteira neste concelho, que será capaz de gerar entre 100 a 200 empregos directos.

Este autarca avançou que o Governo está “a fazer tudo” para que ainda em Julho “tudo fique clarificado” em termos de arranque da fábrica para a produção de cimento pozolânico, assegurando que tem recebido “sinais muito fortes do Governo” nesse sentido.

A empesa portuguesa Cimpor, que nos anos 90 teria manifestado interesse nas pozolanas do Porto Novo, pode ser o parceiro estratégico encontrado pelo Governo para relançar a exploração deste recurso natural, abundante no concelho do Porto Novo.

O grupo Mauritanienne de Construction e d’Equipement (MCE) formalizou também o interesse em investir nesta indústria.
As autoridades locais dizem confiar em que Governo opte pelo “melhor parceiro”, que tenha em conta a transformação das pozolanas em cimento pozolânico na própria ilha de Santo Antão “com valor acrescentado”.

JM/JMV
Inforpress/Fim

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