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Porto Novo/Pozolanas: Munícipes desafiam candidatos às autárquicas para colocarem na agenda relançamento da indústria

Porto Novo, 28 Set (Inforpress) – Os porto-novenses, “preocupados” com a situação das pozolanas, no município do Porto Novo, propõem aos candidatos a presidente da câmara municipal nas eleições autárquicas de Outubro para colocarem “na agenda” esta indústria, actualmente, em situação de abandono.

Abordados pela Inforpress, os munícipes dizem estranhar o facto de nenhum dos candidatos a presidente da câmara do Porto Novo fazer constar nas suas plataformas eleitorais o relançamento da indústria sementeira neste concelho, que, alertam, “caiu no esquecimento dos governantes”.

“Apesar dos apelos, a equipa camarária que cessa agora funções nada fez para dinamizar as pozolanas, que estão abandonadas há muitos anos. E acho que este recurso natural podia ser uma mais-valia para a economia do Porto Novo e Santo Antão”, declarou Henrique Silva.

O munícipe Fretson Lopes é, também, de opinião de que “as pozolanas deviam merecer mais atenção” dos poderes local e central, desafiando aos candidatos a presidente da câmara que coloquem “no centro do debate” o futuro deste recurso natural abundante no município.

Por seu lado, Jailson da Luz lamenta o facto da fábrica de pozolana estar encerrada, há mais de sete anos, situação que, a seu ver, deve-se ao “desinteresse” das autoridades nessa indústria, que, no seu entender, pode ajudar a promover a economia porto-novense.

“Ainda não ouvi de nenhuma das candidaturas uma palavra sequer sobre as pozolanas, que estão abandonadas”, avançou.

O “abandono” da fábrica de pozolanas, encerrada em Agosto de 2013, por alegadas dificuldades financeiras, tem estado, ao longo desses nos, no centro das preocupações dos porto-novenses, que têm vindo a alertar para a situação da cimenteira.

Através da imprensa e aproveitando as sessões da Assembleia Municipal do Porto Novo, os munícipes mostraram, ao longo dos últimos anos, a sua preocupação em relação à situação em que se encontra esta indústria, considerada, para muitos, “um recurso estratégico” para Santo Antão.

São de opinião de que as autoridades locais e o Governo “deveriam se preocupar mais” com a fábrica de pozolanas, situada em Fundão, a cinco quilómetros da cidade do Porto Novo, e encontrar “uma saída” para esta indústria.

A equipa camarária, que cessa funções em Outubro, tinha definido, no início do mandato, como “desafio” encontrar “um parceiro estratégico” para relançar esta indústria.

O Governo prometera, também, “trabalhar” com a câmara do Porto Novo na procura do tal parceiro estratégico para a cimenteira, instalada em 2005, por um grupo de investidores italianos, no âmbito de um contrato de concessão da exploração das pozolanas, com duração de 30 dias.

Porém, o executivo camarário admitiu, recentemente, que há, pelo menos, dois investidores, um dos quais de origem chinesa, que terão manifestado interesse em investir na cimenteira no Porto Novo.

Estimam-se em mais de dez milhões de toneladas as reservas de pozolanas no Porto Novo, recurso que começou a ser explorado em 1955, neste município.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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