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Porto Novo: Populações nas zonas altas aflitas com dificuldades no abastecimento de água

 

Porto Novo, 09 Mai (Inforpress) – O abastecimento de água nas zonas altas do município do Porto Novo, em Santo Antão, começa a preocupar as populações, numa altura em que as reservas do líquido precioso nas cisternas estão esgotadas.

No Planalto Norte, segundo os moradores, a penúria de água, tanto para o consumo tanto para o público como para o gado, já se faz sentir com alguma acuidade.

Apelam, por isso, à edilidade portonovense no sentido de acudir às populações.

Nesse planalto, onde não existe qualquer fonte de água, as populações, por ocasião das “azáguas” (quando chove)”, reservam alguma quantidade de água através das cisternas, mas que está esgotada há muito tempo.

Para atenuar a falta de água nessa parcela do território municipal, muito afectada pela seca, a Câmara do Porto Novo recorre ao transporte de água através de auto-tanques que, porém, têm tido dificuldades em chegar ao Planalto Norte devido às más condições da estrada.

Fidel Neves, porta-voz da população, confirmou que, dado o mau estado em que se encontra a estrada para o Planalto Norte, os auto-tanques do município têm encontrado dificuldades para chegar a alguns povoados.

Também, no Planalto Leste, as dificuldades relativas ao abastecimento de água começam já, nesta altura do ano, a fazer parte do dia-a-dia das populações de Lagoa, Pico da Cruz, Lombo Figueira e arredores.

No caso de Lagoa do Planalto Leste, o líder comunitário, Manuel Pinto, informou que, nas últimas semanas, a população local enfrentou a crise de água, problema que já foi atenuado com água auto-transportada pela Câmara Municipal do Porto Novo.

Em relação à zona Norte do Porto Novo, com cerca de 600 habitantes, o edil portonovense, Aníbal Fonseca, já lançou um apelo ao Governo e aos demais parceiros do município para ajudarem o município na resolução da situação de penúria de água por que passa essa localidade.

Segundo o autarca, a questão do abastecimento de água à zona Norte do Porto Novo constitui um dos principais desafios que o seu executivo tem por ultrapassar, nesta altura.

Segundo Anibal Fonseca, a Câmara Municipal do Porto Novo precisa de 20 a 25 mil contos para resolver, “definitivamente”, o problema de água no Planalto Norte, verba que está, perfeitamente, ao alcance dos parceiros da autarquia, esperando “ainda este ano, ter luzes muito fortes” para resolver a crise de água nessa comunidade.

No Planalto Leste, a crise de água que, ao longo dos anos, tem afectado as populações, ficará resolvido dentro de seis meses, no quadro de um projecto, já na fase de execução, financiado, em 253 mil contos, no âmbito do II compact do Programa Millennium Challenge Account (MCA).

As famílias regozijam-se com a possibilidade de o problema de água nos diferentes povoados do Planalto Leste ficar resolvido entre os meses de Setembro e Outubro, graças a esse projecto, que vai permitir, também, a melhoria e extensão dos sistemas de abastecimento no vale do Paul e Costa Leste (Ribeira Grande).

JM/ZS

Inforpress/Fim

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