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Porto Novo/Planalto Norte: Situação social caracterizada pela seca severa e pelo desemprego da maioria das famílias – associação

Porto Novo, 12 Nov (Inforpress) – As famílias no Planalto Norte do Porto Novo, em Santo Antão, há “muito tempo” sem emprego e a enfrentar o terceiro ano de seca consecutivo, estão a passar por “muitas dificuldades”, alertou hoje a associação local, Luz Verde.

O presidente desta associação comunitária, António Lima, disse que a situação social na zona Norte do Porto Novo é caracterizada, neste momento, pela seca, que afecta essa localidade, há três anos, e pelo desemprego, que atinge a maioria das famílias.

Explicou que a seca fez baixar muito a produção da pecuária, a principal actividade económica desse planalto, onde apenas 15 chefes de famílias estão a trabalhar, nesta altura, graças a um projecto turístico que essa associação está a implementar, com financiamento da cooperação luxemburguesa.

Segundo ainda António Lima, a esperança da população do Planalto Norte está no projecto de abastecimento de água a essa zona, lançado em Setembro, pelo Governo, que poderá gerar, durante a fase de implementação (oito meses), empregos para as famílias.

Disse, por isso, esperar que o projecto tenha início para que as famílias possam encontrar empregos com a execução das obras previstas.

“Sem um dia de trabalho”, o grosso das cerca de 70 famílias que residem no Planalto Norte, considerado, para muitos, o “rosto da seca” em Santo Antão, está numa situação de “muita aflição”, alertou, também, outro dirigente comunitário, Marciano Guilherme.

“Há muito tempo que a câmara do Porto Novo não tem uma frente de trabalho na zona Norte e a seca está a afectar bastante a actividade pecuária. As pessoas estão, realmente, a passar por muitas dificuldades”, notou este representante da comunidade.

Exorta, por isso, a câmara do Porto Novo e o Governo a inteirarem-se da situação de extrema vulnerabilidade de muitas famílias reinante no Planalto Norte, que estão a passar por “sérias dificuldades”, já que “já não há pasto” para os animais e a pecuária está praticamente paralisada, avançou.

O plano de mitigação dos efeitos da seca, para este ano, terminou em Setembro e, desde, Outubro, as comunidades rurais no Porto Novo têm clamado pela reabertura do emprego público, uma vez confirmado mais um mau ano agrícola, neste município.

As zonas altas, sobretudo, o planalto Norte, estão em situação “mais difícil”, segundo os lideres comunitários, que avisam que “centenas de famílias” estão a passar em situação de vulnerabilidade extrema neste concelho.

As autoridades locais admitem, também, que este município passa, neste momento, por “um momento muito complexo”, devido às mudanças climáticas, mas também por causa das secas, que fustigam as populações.

Um diagnóstico feito no âmbito dos planos de mitigação da seca revela que quase 400 famílias residentes, sobretudo, nas zonas altas (planaltos Norte e Leste) estão em situação de maior vulnerabilidade, por causa dos sucessivos maus anos agrícolas.

Para “atenuar” os efeitos de mais um ano de seca, através de criação de empregos, o Governo deverá, em 2020, disponibilizar o mesmo montante (36 mil contos), atribuído a Porto Novo em 2019, valor já previsto no âmbito do plano de acção da edilidade para o próximo ano, que começa a ser implementado em Janeiro.

Porto Novo recebeu, nos últimos dois anos, 116 mil contos, no quadro dos planos de mitigação dos efeitos da seca, que permitiram criar quase 2.800 postos de trabalho temporários.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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