Porto Novo: Pescadores voltam a enfrentar dificuldades devido a vento forte e mar bravo

Porto Novo, 25 Mar (Inforpress) – Os pescadores do concelho do Porto Novo, Santo Antão, voltam  a ter dificuldades para ir à faina pesqueira, devido a fortes ventos e ao mar bravo que se fazem sentir, nesta altura, nas principais comunidades piscatórias.

Segundo os pescadores, “há vários meses” que as embarcações de boca aberta têm dificuldades para se fazerem ao  mar por causa dos ventos fortes, estando a classe a enfrentar “dias difíceis” com “sérios problemas” para sustentar as suas famílias.

À semelhança do que aconteceu com os criadores de gado e agricultores, neste ano de seca, os pescadores acham que o Governo deveria, também, adoptar um programa de apoio aos operadores de pesca artesanal, que não conseguem, nesta altura do ano, ter rendimentos.

Segundo o presidente da Associação dos Pescadores do Porto Novo, Atlermiro Correia, as famílias que dependem da pesca, sobretudo do subsector artesanal, estão  a enfrentar uma situação “muito complicada”, que leva a uma “condição social extremamente difícil”.

A Associação dos Pescadores do Porto Novo tem defendido a implementação de “projectos concretos e transversais” para responder à situação dos pescadores neste concelho, onde mais de 200 famílias dependem “quase exclusivamente” da actividade pesqueira.

Esses ventos fortes e o mar revolto, que ocorrem desde os finais de 2017, “complicam ainda mais” a situação dos pescadores artesanais, que já enfrentam o problema de escassez do pescado nos pesqueiros do concelho, avançou o líder associativo.

O próprio presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, Aníbal Fonseca, tem vindo a alertar para a”situação precária” por que passam “há muitos meses” os pescadores porto-novenses que, devido a adversidades naturais, não conseguem fazer-se ao mar e, por isso, estão “em dificuldades para garantir a sua própria sobrevivência”.

O autarca chama ainda atenção para o facto de os pescadores estarem “sem qualquer cobertura” e de não existir “nenhuma  medida concreta” para responder à “situação difícil” em se encontram, há alguns meses.

A seu ver, à semelhança do que se verifica em relação aos camponeses, o Governo deveria encontrar formas de apoiar, também, os pescadores.

JM/AA

Inforpress/Fim

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