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Porto Novo: Perda de população continua no centro das preocupações das autoridades locais

Porto Novo, 15 Set (Inforpress) – Porto Novo, à semelhança de toda a ilha de Santo Antão, está a perder população, tendo perdido, desde 2018, mais de mil pessoas, facto que está a preocupar as autoridades locais, “insatisfeitas” com os indicadores de desenvolvimento local.

Em 2018, Porto Novo tinha 17.068 habitantes, número que baixou para 15.914 em 2021, segundo os dados mais recentes, disponibilizados pelo Instituto Nacional das Estatísticas, que mostram que as condições de vida das populações diminuíram nesses anos, sobretudo em relação ao acesso à electricidade e à água canalizada.

Há três anos, 92,2 por cento (%) dos porto-novenses tinham acesso à electricidades e 79,6% tinham acesso à água canalizada, números que baixaram para 91% e 78%, respectivamente, referem dados oficiais, disponibilizados agora em Setembro, que mostram que 21% das famílias ainda usam lenha.

O desemprego, que, em 2018, era de 10,2% aumentou para 22% em 2021, com 32% dos jovens (15 a 24 anos), actualmente, no desemprego e 52% das pessoas vivem na pobreza.

Porto Novo, actualmente, com uma população de 15.914 pessoas, sendo maioria homens (53%), tem 4.921 agregados familiares, 70% dos quais residentes no meio urbano.   

Estes indicadores deixam degradados os responsáveis locais, que desejam trabalhar com o Governo “na inversão” destes números.

O presidente da edilidade, por ocasião das comemorações do Dia do Município (02 de Setembro) reconheceu que, apesar dos “ganhos” alcançados até agora” e do seu potencial económico do município, Porto Novo “ainda não atingiu o patamar desejado” em termos de desenvolvimento.

“Porto Novo tem imenso potencial e pode dar uma contribuição extraordinária ao processo de desenvolvimento de Santo Antão e de Cabo Verde, mas continua a ter indicadores que não nos satisfazem. Indicadores abaixo da média nacional”, notou o edil.

O Presidente da República defende, também, “um olhar particular” para o município do Porto Novo, que, apesar do seu potencial económico e urbanístico, apresenta ainda “indicadores bem abaixo da média nacional”.

Jorge Carlos Fonseca, que esteve, esta terça-feira, de visita a Porto Novo, disse que este concelho, além das condições urbanísticas, possui ainda potencial a nível do turismo, agricultura e pecuária, mas, é um município que tem indicadores sobre domínios importantes, como a pobreza e acesso à água, “bem abaixo da média do País”.

JM/DR

Inforpress/Fim

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